Prostitutas contra o preconceito

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Re: Gabriela, uma puta de verdade!

#16 Mensagem por srmadruga » 02 Abr 2009, 09:34

binho1979 escreveu: As mulheres pós-modernas são um pé no saco, quero uma Mulher de verdade! (As putas também ja me encheram o saco!)
binho1979 escreveu: EU AMO VCS, PUTAS!
EU AMO AS PUTAS!
:lol: :lol: :lol:

Conta ai pra gente, sua ex-esposa já fez a mudança? ou você ainda dorme cheirando a fronha dela.

binho1979,
Acredito que você esteja cor a dor do chifre,em que podemos te ajudar?

binho1979, que tal você ir para o consultório sentimental do dr.clinton?
Dicas para o titulo do tópico
"UM CU TRAIDO E SOFREDOR"
"TROCA DOS DEDOS"
"OPÇÂO 2 NÂO FOI A MELHOR OPÇÂO"
"binho1979 FAZ EXAME DE PROSTATA CASEIRO, E RECEBE ALTA DA ESPOSA"

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Nazrudin
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#17 Mensagem por Nazrudin » 02 Abr 2009, 09:53

Uma das coisas boas de uma Puta é a verdade, a honestidade da relação. Vc. quer meter, ela quer o dinheiro, ela é uma puta. Cada vez que inventam um nome cheio de floreio para a profissão mais antiga do mundo, eu penso que as femininistas não param, tem que meter o dedo até em putaria. VSF. Taí a beleza da coisa. Nua e crua. Pura e cristalina. Sem rodeios, sem enganações. Puta é puta e vice-versa.

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binho1979
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#18 Mensagem por binho1979 » 04 Abr 2009, 15:45

O livro que a gabriela esta lançando: Filha Mae Avó e Puta.

Eu vou ler!

EU AMO AS PUTAS E A PUTARIA! VIDA LONGA A PROSTITUIÇÃO!

http://www.objetiva.com.br/objetiva/cs/?q=node/1760

A história de Gabriela Leite, ex-aluna de Filosofia da USP que decidiu ser prostituta aos 22 anos

Quando decidiu virar prostituta, no início dos anos 70, Gabriela Leite estudava Filosofia na USP, curso para o qual havia passado em segundo lugar. Ex-aluna dos melhores colégios paulistanos, leitora de Machado de Assis, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, tinha um emprego de secretária e morava com a mãe. Foi observando a rotina das mulheres que trabalhavam nas boates próximas aos barzinhos que freqüentava nos arredores da faculdade – nos quais chegou a dividir mesas com o dramaturgo Plínio Marcos, o compositor Chico Buarque e o diretor teatral Zé Celso Martinez Corrêa –, que Gabriela sentiu-se atraída por aquele universo. Movida pela "curiosidade e pelo desejo de uma revolução pessoal", optou pela vida de prostituta do baixo meretrício, que assumiu sem qualquer constrangimento.

Neste livro, Gabriela conta em detalhes sua surpreendente trajetória, que culminou com a criação da famosa marca de roupas Daspu e da ONG DaVida, símbolos hoje reconhecidos internacionalmente pelo trabalho irreverente e ousado na luta contra o preconceito e a discriminação da classe. Com franqueza e coragem, a autora fala de todos os tabus que povoam e aguçam a curiosidade do imaginário coletivo em torno da rotina das prostitutas. As fantasias sexuais dos clientes, o contato forçado com o sadomasoquismo, a relação com homens casados e cafetões, o uso de drogas como atenuante da rotina, a repulsa a clientes, orgasmo, tudo isso é abordado pela autora com absoluta naturalidade.

Filha de um crupiê e de uma dona de casa de classe média, aluna dos melhores colégios públicos paulistanos, Gabriela conta que encontrou uma vida bem diferente daquela que imaginava quando decidiu ser prostituta. Desde quando começou a receber os primeiros clientes em 1973, num quartinho apertado na Boca do Lixo de São Paulo, até sua chegada à Vila Mimosa, famosa zona de prostituição carioca onde morou por mais de dez anos, a autora passou por momentos de perda e solidão e teve que encarar seus próprios preconceitos.

"O maior preconceito é porque trabalhamos com sexo. Sexo é o grande problema, é o grande interdito das pessoas. E nós trabalhamos, fundamentalmente, com fantasia sexual, esse é o verdadeiro motivo da existência da prostituição. É um campo imenso. É uma babaquice dizer que só puta vende o corpo! E vender sua cabeça, quanto custa? O operário vender seu braço, quanto custa? Todo mundo vende sua força de trabalho, que está com seu corpo. Existe uma tendência de alguns estudiosos de se declararem a favor das prostitutas e contra a prostituição. Um contra-senso geral e total", diz Gabriela.

Sobre a autora

Gabriela Leite nasceu em São Paulo, em 1951. Começou a trabalhar aos 14 anos, aos 22 decidiu virar prostituta e hoje dirige a grife Daspu e a ONG Davida, fundada em 1992 no Rio de Janeiro. Gabriela defende com sua ONG o reconhecimento da prostituição como profissão. É casada com o jornalista Flavio Lenz, irmão da poeta Ana Cristina César.

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estressado
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#19 Mensagem por estressado » 04 Abr 2009, 17:14

Fala sério, nem na Vila: http://image.ig.com.br/chic/imagens/074 ... 740810.jpg (Me lembra aquela ativista lésbica do Milk, hehehe)

E deve e devia ser chata pra caralho...

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Ken Masters
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#20 Mensagem por Ken Masters » 12 Mai 2009, 08:57

estressado escreveu:Fala sério, nem na Vila: http://image.ig.com.br/chic/imagens/074 ... 740810.jpg (Me lembra aquela ativista lésbica do Milk, hehehe)

E deve e devia ser chata pra caralho...

Essa ai nem quando era nova foi bonita, dos tempos que puteiro tinha apelido de inferninho, também, cheio de demõnios por lá tinha que ter esse apelido mesmo, :D

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Doorman
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#21 Mensagem por Doorman » 21 Mai 2009, 20:11

Devia ser virgem aos 22 e teve um acesso de loucura (secura) e resolveu ser puta...

obviamente que seu destino foi a área trash....

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Bourne
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Prostitutas ou Empreendedoras

#22 Mensagem por Bourne » 25 Dez 2009, 09:38

23/12/2009
Prostitutas, ou profissionais do sexo
Alexandre Barros
Este artigo não é sobre moral. É sobre economia e preconceito; portanto, coração forte.

Brasileiros barrados na Espanha são moda. Quando “fulanizados” como estudantes, o caso parece mais feio. Quando anônimos, ninguém se emociona. Um historiador brasileiro ficou retido numa sala da imigração nos Estados Unidos por falta de visto, em trânsito. Só ele se incomodou — escreveu um artigo reclamando.

Quando os “brazucas” iam para os Estados Unidos, oriundos, segundo a lenda, de Governador Valadares, todos achavam bonito e pitoresco. Agora temos pena porque estão tendo que voltar com a crise.

Ninguém se importa com moças brasileiras que resolvem ser faxineiras ou babás em qualquer país do mundo, mas todos se armam quando são profissionais do sexo. Jogar uma prostituta em qualquer discussão é a melhor maneira de embaralhar a conversa. Não sabemos quantas prostitutas brasileiras há na Espanha, mas sobre 536 prostitutas brasileiras em Portugal sabemos muito, graças a Ana Isabel Burke Alegre, que escreveu uma tese sobre elas, aprovada, com louvor, no seu Mestrado em Ciência Política (Direitos Humanos, Cidadania e Violência) em 2007, no UNIEURO.

Vamos aos dados: 44% (236) de 536 prostitutas brasileiras em Portugal, entrevistadas numa pesquisa, entraram pela Espanha… porque era mais fácil. A Espanha já foi menos rígida do que agora.

Prostituição não é crime em Portugal, nem no Brasil. Tráfico de pessoas é. Imigração ilegal também. Entretanto, de 536 prostitutas brasileiras entrevistadas em Portugal, 4 se disseram aliciadas; 527 não foram coagidas a fazer nada em Portugal. Somente dezessete se disseram traficadas. E mais, estavam felizes de lá estarem: 75% (403) não querem voltar imediatamente ao Brasil. Das 112 que querem voltar ao Brasil, no entanto, nenhuma aceitou ajuda ou auxílio para voltar. Ganham bem: cerca de 5.000 euros mensais. Não têm medo da polícia. Têm, porém, dos “fazedores do bem” que vivem atrás delas para “tirá-las dessa vida”. Quem aceita a oferta de proteção do governo, dizendo-se traficada, sofre uma queda brutal de renda: despenca de 5.000 para 800 euros mensais. A vida fica seis vezes mais dura. Sobra menos dinheiro para mandar para a família no Brasil, e dá-se adeus à acumulação de capital.

O problema não é que as moças foram traficadas para Portugal, porque a maioria não foi. O que realmente indigna as pessoas é que elas tiveram coragem de ir atrás do sonho da melhora de vida. Da mesma maneira que Willie Sutton roubava bancos porque era aonde o dinheiro estava, nossas moças audaciosas vão atrás do progresso pessoal aonde está o mercado. São as mais empreendedoras. Mandam dinheiro para as famílias. A maioria saiu de Minas e Goiás, estados que, até recentemente, não tinham vôo direto para a Europa. Fizeram um grande esforço para ir. Setenta e oito por cento (420) querem regressar ao Brasil. Querem acumular capital e voltar para ter uma vida mais tranquila. Uma decisão racional como a de qualquer capitalista empreendedor. Na volta, tocam a vida para a frente: compram imóveis, montam negócios e geram empregos.

A atriz Eva Longoria, a sirigaita do seriado Desperate Housewives, afirmou em uma entrevista que a depilação brasileira deixava-a muito mais sensual. Quase todos os salões que fazem a depilação brasileira em Nova York são de propriedade de brasileiras, todas bem-sucedidas. Secretamente, ficamos felizes.

Quando uma brasileira profissional do sexo aparece na imprensa envolvida na renúncia do governador de Nova York, Eliot Spitzer, secretamente ficamos felizes que uma compatriota tenha tido um papel tão importante em tão relevante evento. Observe-se o preconceito: o prestígio do cliente é que define a maldade da prostituta. Se o cliente for importante, pode: a prostituta é boa. Se não for, coitada dela. Que uma profissional do sexo brasileira aparecesse num rumoroso caso de sexo em Nova York era apenas uma questão de tempo. Chegou o ingrediente que faltava: o governador.

Para o bem ou para o mal, somos vistos como sensuais. O mercado valoriza isto. Não importa se verdade ou mentira, se bom ou ruim. O mercado vê os brasileiros assim. Por isso é que as profissionais do sexo brasileiras fazem tanto sucesso na Europa. Alan Dershowitz, professor de direito em Harvard, falando sobre o caso Spitzer, colocou-se de forma gentil. “Em matéria de sexo, nós [americanos] nos comportamos como brasileiros e falamos como vaticanos. Não estou ofendendo, estou?” (Veja de 19/03/2008)

Na versão grosseira (ou talvez realista), um funcionário do Departamento de Estado, que havia servido no Brasil, disse-me num almoço de negócios, arregalando os olhos, com um sorriso de orelha a orelha e com um sotaque carregado que “gostava muito do Brasil, sobretudo das meninas de fio dental.” E completou: “Mas, quando nossas filhas chegaram à adolescência resolvi pedir transferência do Brasil, pois não queria isso para elas.”

Ambivalência a respeito de prostitutas não é novidade. Em termos econômicos, prostitutas são um caso limpo: não concorrem com a mão de obra local nem fazem mal a ninguém. O problema, no fundo, é que não gostamos de deixar que os pobres enriqueçam, sobretudo através do sexo.

No Cemitério Israelita de Inhaúma, no Rio de Janeiro, estão enterradas 797 “polacas,” seus filhos e alguns cafetões, segregados e rejeitados pela comunidade judaica. A historiadora Beatriz Kushnir, judia, rompeu um segredo da comunidade judaica resgatando a memória dos judeus prostituídos. Sua tese foi aprovada, com louvor, na Universidade Federal Fluminense, em 1994. Hoje é livro: Baile de máscaras: mulheres judias e prostituição (Imago, 1996).

Precisamos varrer o preconceito contra mulheres empreendedoras, de qualquer nacionalidade.

(Publicado em OrdemLivre.org)

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Ken Masters
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Re: Prostitutas ou Empreendedoras

#23 Mensagem por Ken Masters » 26 Dez 2009, 03:22

Bourne escreveu:Este artigo não é sobre moral. É sobre economia e preconceito; portanto, coração forte.

não querem voltar imediatamente ao Brasil. Das 112 que querem voltar ao Brasil, no entanto, nenhuma aceitou ajuda ou auxílio para voltar. Ganham bem: cerca de 5.000 euros mensais. Não têm medo da polícia. Têm, porém, dos “fazedores do bem” que vivem atrás delas para “tirá-las dessa vida”. Quem aceita a oferta de proteção do governo, dizendo-se traficada, sofre uma queda brutal de renda: despenca de 5.000 para 800 euros mensais. A vida fica seis vezes mais dura. Sobra menos dinheiro para mandar para a família no Brasil, e dá-se adeus à acumulação de capital.

Quando uma brasileira profissional do sexo aparece na imprensa envolvida na renúncia do governador de Nova York, Eliot Spitzer, secretamente ficamos felizes que uma compatriota tenha tido um papel tão importante em tão relevante evento. Observe-se o preconceito: o prestígio do cliente é que define a maldade da prostituta. Se o cliente for importante, pode: a prostituta é boa. Se não for, coitada dela. Que uma profissional do sexo brasileira aparecesse num rumoroso caso de sexo em Nova York era apenas uma questão de tempo. Chegou o ingrediente que faltava: o governador.


Na versão grosseira (ou talvez realista), um funcionário do Departamento de Estado, que havia servido no Brasil, disse-me num almoço de negócios, arregalando os olhos, com um sorriso de orelha a orelha e com um sotaque carregado que “gostava muito do Brasil, sobretudo das meninas de fio dental.” E completou: “Mas, quando nossas filhas chegaram à adolescência resolvi pedir transferência do Brasil, pois não queria isso para elas.”

Ambivalência a respeito de prostitutas não é novidade. Em termos econômicos, prostitutas são um caso limpo: não concorrem com a mão de obra local nem fazem mal a ninguém. O problema, no fundo, é que não gostamos de deixar que os pobres enriqueçam, sobretudo através do sexo.

No Cemitério Israelita de Inhaúma, no Rio de Janeiro, estão enterradas 797 “polacas,” seus filhos e alguns cafetões, segregados e rejeitados pela comunidade judaica. A historiadora Beatriz Kushnir, judia, rompeu um segredo da comunidade judaica resgatando a memória dos judeus prostituídos. Sua tese foi aprovada, com louvor, na Universidade Federal Fluminense, em 1994. Hoje é livro: Baile de máscaras: mulheres judias e prostituição (Imago, 1996).

Precisamos varrer o preconceito contra mulheres empreendedoras, de qualquer nacionalidade.

(Publicado em OrdemLivre.org)
Diga-se de passagem, melhor matéria sobre o assunto que já li =D> =D> =D> =D> =D> O pessoal aqui deveria ler isso, é divertido falar sobre putaria do nosso ponto de vista, mas estudar as outras visões sobre o mesmo assunto é mais divertido ainda, parabéns pela matéria Sr. Barros e óbrigado por divulgá-la Jason Bourne!!!!

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Austim
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#24 Mensagem por Austim » 26 Dez 2009, 23:20

Bela matéria.

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#25 Mensagem por Laura Novaes » 27 Dez 2009, 08:16

Muito boa a matéria.

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Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

#26 Mensagem por v_sh » 09 Set 2011, 08:28

Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

Movimento quer pôr fim a visões negativas e positivas que distorcem imagem da profissão.

Da BBC

[ external image ]

Um grupo de prostitutas irlandesas está fazendo uma campanha para combater preconceitos em relação à profissão.

Os idealizadores da campanha criaram pôsteres que mostram modelos sorrindo acompanhadas pela frase 'I chose the job that suits my needs' (em tradução livre, 'Escolhi o emprego que se adapta às minhas necessidades').

A ideia, segundo o site do movimento, é apresentar uma versão mais equilibrada e realista da profissão, sem vitimizar ou glamourisar homens e mulheres que optam pela atividade.

A campanha foi intitulada Turn Off the Blue Light (em tradução literal, Apague a Luz Azul) e é uma reação a uma outra, intitulada Turn Off the Red Light (Apague a Luz Vermelha), que pedia a criminalização para acabar com o tráfico de mulheres no país.

Preconceito

Segundo as organizadoras da campanha, tanto as representações negativas da prostituição quanto as positivas são nocivas.

'Por um lado, existe a imagem dos trabalhadores da indústria do sexo como mulheres abusadas, controladas por cafetões, vítimas de tráfico, desamparadas e escravizadas', diz o site.

'Esta é uma visão incrivelmente negativa do trabalho e não é realista'.

Segundo o grupo, esse tipo de imagem é usado por entidades que fazem campanhas contra a prostituição para chocar o público.

'Isso diminui a autoconfiança das profissionais, encoraja o ódio à indústria do sexo e, o que é mais sério, passa uma mensagem para o público de que profissionais do sexo estão ali para ser abusadas'.

No outro extremo está a imagem da 'prostituta feliz', mostrando a profissão como uma forma glamourosa de ganhar muito dinheiro. Esta não é a experiência vivida pela grande maioria dos profissionais da área, diz o site.

Os pôsteres estão sendo oferecidos ao público em geral. A ideia é que simpatizantes da campanha distribuam os cartazes pelo país para informar a população.

Todos os cartazes tem textos que descrevem atividades cotidianas realizadas por uma mulher que, ao final, se revela como prostituta.
Em um deles, é possível ler: 'Eu preciso deixar meu filho no treino de futebol, pegar minha filha na aula de dança irlandesa, pagar minha hipoteca e minhas contas, e eu sou uma profissional do sexo.'

'Temos certeza de que nossa campanha faz um retrato fiel da prostituição na Irlanda hoje, e esperamos que os pôsteres ajudem as pessoas a pensar de novo sobre como elas veem as profissionais do sexo', diz o site da campanha.

Legislação

A prostituição é uma atividade legal na Grã-Bretanha e República da Irlanda, desde que praticada por pessoas maiores de 18 anos.

No entanto, algumas atividades associadas à prostituição são proibidas, como oferecer serviços sexuais nas ruas.

Também é ilegal administrar bordéis.

Leis como essas teriam como objetivo colocar a responsabilidade sobre os que contribuem para a exploração comercial do sexo, isentando de culpa os que praticam a prostituição.

Segundo os organizadores da campanha Turn Off the Red Light, pelo fim da prostituição na Irlanda, essas leis não são suficientes e devem ser mudadas.

O grupo é uma aliança de várias ONGs que defendem direitos de imigrantes e de crianças e entidades de apoio a mulheres vítimas de violência. Entre elas, Barnardos, The Immigrant Council of Ireland e Rape Crisis Network of Ireland.

Em seu site, a aliança refuta a ideia de que a prostituição seja uma transação comercial inofensiva e consensual, entre adultos e cita os casos de vários países, entre eles, Suécia e Noruega, que optaram recentemente por criminalizar a compra (e não a oferta) do sexo - segundo a aliança, com resultados positivos.

Fonte:
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/ ... landa.html
http://noticias.uol.com.br/bbc/2011/09/ ... landa.jhtm
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticia ... a_mv.shtml

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Capitao
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Re: Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

#27 Mensagem por Capitao » 09 Set 2011, 17:31

Boa campanha para o Brasil politicamente correto 8) . Quem sabe a moda pega :mrgreen:

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perva-explorer
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Re: Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

#28 Mensagem por perva-explorer » 09 Set 2011, 19:42

Saudações putanhisticas :D

Em seu site, a aliança refuta a ideia de que a prostituição seja uma transação comercial inofensiva e consensual, entre adultos e cita os casos de vários países, entre eles, Suécia e Noruega, que optaram recentemente por criminalizar a compra (e não a oferta) do sexo - segundo a aliança, com resultados positivos.


Não entendi direito, se eu pagar a perva, isto êh crime?
Se a perva se oferecer, eu aceitar e não pagar, estarei dentro da lei?


Abraços 8)

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salsicha
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Re: Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

#29 Mensagem por salsicha » 10 Set 2011, 12:29

A campanha parece boa.

A moça está conseguindo pagar os estudos.
Tem orgulho do que já conseguiu com a atividade.
É uma profissional do sexo.


Agora, cabe perguntar:
Quantas realmente estudam?
(e não falo aqui em pagar e frequentar uma faculdade meia boca, com direito a diploma no final do carnê)
Será que não há outra forma de pagar os estudos? (Em tempos de FIES e de PRO UNI... - ao menos no Brasil) Quem quer estudar tem tempo de viajar, ir a baladas etc?
(enquanto estudante que sempre fui, tempo foi algo que sempre investido em coisas diversas - daí até mais um motivo para o eventual recurso à putaria!)

(já ouvi vários relatos de garotas que tentavam estudar e trabalhar, mas não conseguiam se organizar, se concentrar, ter um lugar legal e um grupo bom para desempenhar naturalmente as atividades acadêmicas, participar de eventos complementares etc - estudar não é brincadeira, nem pode ser algo de segundo plano!)

(a rigor o estudo exige mais tempo do que dinheiro - quem tem vontade, arranja recurso; sempre há uma bolsa aqui, uma atividade de monitoria ou qualquer outra ali, um desconto acolá...e mais do que o tempo, vontade para estudar é algo bastante escasso)

Quantas conseguiram algo significativamente diferente, ainda que do ponto de vista meramente financeiro?

E sobre os potenciais danos físicos e psicológicos, ninguém fala?

(sei... é uma publicidade, não vai apresentar pontos negativos)

Realmente, serve como tentativa de desmontagem da hipocrisia e do preconceito reinante.
E também como tentativa de atenuar estigmas.

No entanto, no estágio atual da sociedade, parece um tanto inócuo. Mesmo bem formada, ao seguir carreira, dificilmente alguém apresentaria como credencial tais atividades como desenvolvida durante o curso.

No mais, o que temos é uma boa parte bem deslumbrada com as conquistas (normalmente restritas ao campo material) das quais se orgulham, que ficam por um longo tempo esquecidas de que os 30 anos chegam muito rapidamente e que o sonho acaba.

Assim, a mensagem dessas putas irlandesas organizadas soa para mim mais como um canto da sereia...

E acho que boa parte das frequentadoras do forum e também dos putanheiros possam ter tido impressão similar.

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Mr.Caos
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Re: Pôsteres tentam profissionalizar imagem de prostitutas na Irlanda

#30 Mensagem por Mr.Caos » 11 Set 2011, 02:08

Discordo salsicha do ponto que em que diz que soa mais como canto de sereia. O anúncio pode até ter esse potencial efeito colateral. Mas dentro das possibilidades acho que foi muito bem feito na direção de desestigmatizar as profissionais do sexo. Claro que não será um anúncio publicitário que, sozinho, irá modificar toda uma cultura... Dentro das possibilidades colocadas, acho que bem feita e oportuna tal peça publicitária.

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