Uma análise do programa Bolsa Família

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#31 Mensagem por Macanudo72 » 17 Out 2011, 11:55

Bolsa Família ok, a parte da população na miséria no zero e com fome.
Mas não seria mais educativo e estimulante dar e ensinar a ganhar o pão com labuta depois de alimentado?
AO INVÉS DE TORNAR ESSE BENEFÍCIO PERPÉTUO!
::basta::
Sabe o que falta para o Brasil?
Um botãozinho a mais na urna eletrônica... o botão de ESSE CANDIDATO NÃO!

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#32 Mensagem por kank » 17 Out 2011, 19:08

o chato é ver que não passa de outra coisa criada pelo PSDB que o PT finge ser o autor
Bolsa Escola ou ainda bolsa-escola é um programa de transferência de renda com condicionalidades brasileiro idealizado pelo prefeito de Campinas (SP) José Roberto Magalhães Teixeira do PSDB mas que teve em Cristovam Buarque um forte ideólogo[1]. Foi implantado no município durante a gestão de Teixeira no ano de 1994, cujo objetivo era pagar uma bolsa às famílias de jovens e crianças de baixa renda como estímulo para que esses frequentem a escola regularmente. A universalização do Bolsa Escola federal foi realizada em 2001 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso. Chegou a beneficiar mais de 5 milhões de famílias em todo o Brasil quando, em 2003, foi incorporado ao Programa Bolsa Família pelo presidente Lula.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa-escola

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#33 Mensagem por Carnage » 17 Out 2011, 20:46

http://www1.folha.uol.com.br/poder/9919 ... m-sp.shtml
Alckmin inicia execução do Brasil Sem Miséria em SP

DE SÃO PAULO


O governo de São Paulo deu início à execução do Plano Brasil Sem Miséria. Na manhã de hoje, o governador Geraldo Alckmin assinou convênios com os 100 prefeitos das cidades com menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Estado.

Com isso, as prefeituras começarão a busca por famílias que tenham renda inferior a R$ 70 por pessoa --consideradas em situação de pobreza extrema.

Após o cadastramento, essas famílias receberão recursos por meio de um cartão que congrega os programas Bolsa Família, do governo federal, e Renda Cidadã, do governo do Estado.

O plano Brasil Sem Miséria foi lançado em agosto, em cerimônia com a presidente Dilma Rousseff e os demais governadores da região Sudeste, no Palácio dos Bandeirantes.

A ocasião marcou a aproximação entre Dilma e Alckmin que, depois da parceria na ação social, firmaram acordos nas áreas de infraestrutura e habitação.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... sa-familia
Desistência do Bolsa Família por iniciativa própria chega a 40%

Por Luciano Máximo | De São Paulo
Do Valor


Desde a criação do Bolsa Família, no fim de 2003, até setembro deste ano, 5,856 milhões de famílias deixaram de receber as transferências de renda do governo federal. Os motivos para a saída do programa são os mais variados, mas cerca de 40% dos ex-beneficiários fazem parte de núcleos familiares que aumentaram sua renda per capita e não se enquadram mais na atual faixa de pagamento do benefício, destinado a grupos com renda mensal de até R$ 70 por pessoa ou rendimento individual mensal na faixa que vai de R$ 70 a R$ 140.

Outras dezenas de razões justificam o cancelamento da transferência no período, como por exemplo o não cumprimento de condicionalidades na área de educação e saúde (117 mil famílias), revisão cadastral não concluída (613,1 mil famílias) e até mesmo decisão judicial (20 mil famílias).

Nas contas do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), o estoque de famílias que tiveram as transferências canceladas por aumento de renda per capita é de 2,227 milhões nos últimos oito anos. Esse universo é composto principalmente por pessoas dentro do grupo que foram beneficiadas pela atual política de valorização do salário mínimo. Ao conseguir um trabalho formal elas podem ser identificadas pelos gestores municipais ou a partir da base de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), do Ministério do Trabalho. Além disso, também se destacam pequenos empreendedores que montaram negócios e quem foi alcançado pela aposentadoria rural ou pelo Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social (BPC), que pagam um salário mínimo para ex-trabalhadores rurais, idosos e deficientes.

Ampliar imagem

Tiago Falcão, secretário nacional de renda de cidadania do MDS, explica que as saídas não podem ser atribuídas somente aos benefícios pagos pelo Bolsa Família, que hoje variam de R$ 32 a R$ 306, dependendo do número de filhos, mas sustenta que o programa contribui para aumentar a renda. "Além disso, o Bolsa e outros programas de transferência de renda [previdência rural e BPC] chegaram definitivamente aos mais pobres, permitindo principalmente o aumento da renda do trabalho de forma combinada. Por isso tivemos efeitos interessantes na saída da pobreza", comenta Falcão.

Ele ressalta que os dados de saída do Bolsa Família precisam ser vistos com cautela por se tratarem de um estoque. "Há sempre famílias entrando e saindo. E quem saiu pode ter retornado. E mesmo aqueles que alcançam o mercado formal de trabalho permanecem muito pouco tempo nessa situação, e para os grupos mais vulneráveis a rotatividade no emprego é ainda maior", acrescenta Falcão.

A especialista no estudo da pobreza Lena Lavinas, professora do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lembra que os cancelamentos do Bolsa Família justificados pelo aumento da renda per capita dos beneficiários não tiveram impacto global na folha de pagamento e no número de famílias assistidas, que há três anos varia entre 12,3 milhões e 12,8 milhões.

"Dados do Censo indicaram que o país tem mais de 16 milhões abaixo da linha de indigência [renda per capita mensal de R$ 1 a R$ 70], o que revela que a cobertura do Bolsa Família está aquém da demanda. Esse grupo está sempre entrando e provavelmente quem saiu não deveria ter saído por causa do alto grau de vulnerabilidade. O importante é que o governo federal reconheceu que o número de indigentes é maior do que se pensava e nem todos recebem o benefício", diz Lena.

Para gestores municipais do Bolsa Família, o programa precisa ter políticas complementares mais eficientes em larga escala para garantir melhorias na qualidade de vida dos beneficiários e uma eventual inserção produtiva, como política de emprego, cursos de qualificação, ações de transferência de renda complementar. "Essas ações estão integradas entre União, Estados e municípios, mas essa integração aqui em São Paulo, onde temos uma grande estrutura e capacidade de gestão, é completamente diferente da de uma cidade do interior do Nordeste. Além disso, elas precisam ter um acompanhamento mais próximo, que é o que deve ocorrer com o Brasil sem Miséria", opina Luis Fernando Francisquini, coordenador de gestão e benefícios da Secretaria Municipal de Assistência Social de São Paulo.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#34 Mensagem por Carnage » 17 Out 2011, 20:56

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pens ... 0099.shtml
Lula inventou o Bolsa Família?

Quem criou o Bolsa Família, maior cabo eleitoral do PT em geral e de Lula em particular?

De olho nas eleições, o PSDB lançou uma cartilha assumindo a paternidade dos programas de transferência de renda --bolsa escola, por exemplo-- que deram origem ao Bolsa Família. Meia verdade. Ou, se preferirem, meia mentira.

Foi, de fato, na gestão do presidente Fernando Henrique Cardoso que se ampliaram os programas de renda mínima --uma ideia empunhada solitariamente, por muito tempo, pelo senador Eduardo Suplicy. Naquela época, aliás, o PT chamava bolsa-escola de bolsa-esmola.

Mas a verdade é que os programas de renda mínima tem dois autores. O então governador de Brasília, Cristovam Buarque, e o falecido prefeito de Campinas, Roberto Magalhães Teixeira.

Foi o Cristovam Buarque, porém, que atrelou com mais força a bolsa à permanência da criança na escola --sei disso porque eu apresentei o prefeito de Campinas ao então governador de Brasília. Esse modelo foi replicado à saúde, com o vale-alimentação.

De Brasília, a ideia teve a adesão do UNICEF e UNESCO, entusiasmando todo o país. Coube, então, ao então ministro da Educação, Paulo Renato Souza, dar-lhe escala nacional. Isso graças ao Programa de Combate da Pobreza, criado por Antonio Carlos Magalhães, ex-governador da Bahia.

Pouca gente sabe que, durante a tramitação do Fundo de Combate à Pobreza no Congresso- base para ampliação do bolsa-escola --o PT foi contra.

A verdade, porém, é que foi Lula quem unificou todas aquelas bolsas, ampliando expressivamente seu alcance.

*

Curiosamente, com os novos tempos, Lula se tornou inimigo de Cristovam Buarque, o principal personagem da ideia que lhe deu tanta popularidade. Fala-se que o presidente teria decidido atrapalhar ao máximo os projetos eleitorais de seu ex-ministro da Educação.

Gilberto Dimenstein, 55 anos, é membro do Conselho Editorial da Folha e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de jornalismo comunitário da Folha. Escreve para a Folha Online às segundas-feiras.
http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gi ... ilia.shtml
Os verdadeiros pais do Bolsa Família

Em épocas eleitorais, os políticos disputam a paternidade ou, pelo menos, a sociedade em projetos de sucesso. Entra-se num vale tudo. É o caso do Bolsa Família, disputado pelo PT, de Dilma Rousseff, e pelo PSDB, de José Serra. Ambos os partidos foram vitais na implantação e disseminação do programa --assim como o DEM, ex-PFL.

Como nesse tempo eu morava em Brasília e sempre tive interesse em temas sociais, testemunhei toda essa articulação em câmara lenta. Estive presente, aliás, em muitas das reuniões e debates para tirar a ideia do papel.

Não há dúvida de que um dos principais pioneiros do Bolsa Família é Cristovam Buarque. Ele criou o bolsa-escola quando foi governador de Brasília e saiu divulgando pelo Brasil e por muitos países essa solução. Teve como aliados a Unesco e Unicef --o que ajudou disseminar nacionalmente a eficácia do projeto.

Ao mesmo tempo, desenvolvia-se em Campinas um programa de renda mínima pelo então prefeito José Roberto Teixeira (PSDB). Mas não tinha uma condicionalidade tão fincada na escola --mas dá para dizer que ele foi um dos pioneiros de medidas que, no futuro, acabariam no Bolsa Família.

Lembremos que o bolsa-escola foi transformado em política nacional no governo FHC, onde, no Ministério da Educação, havia vários intelectuais da Unicamp ( Maria Helena Guimarães e Paulo Renato Souza, por exemplo) que estavam em Campinas. Nessa época, aliás, o PT chamava a bolsa-escola de bolsa-esmola.

Coube a Lula, claro, dar uma extraordinária dimensão ao programa.

Essa é a história --o resto é invenção. Mas o fato é que, como toda boa ideia, ela tem muitos sócios.
Gilberto Dimenstein

Gilberto Dimenstein, 54, integra o Conselho Editorial da Folha e vive nos Estados Unidos, onde foi convidado para desenvolver em Harvard projeto de comunicação para a cidadania.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#35 Mensagem por Carnage » 21 Out 2011, 23:57

http://www.agu.gov.br/sistemas/site/Tem ... &id_site=3
Advogados da União conseguem condenação subsidiária de município de Sergipe por concessão irregular do programa Bolsa Família
Data da publicação: 17/10/2011

A Advocacia-Geral da União (AGU) conseguiu, na Justiça, a condenação subsidiária do município de Macambira (SE) ao ressarcimento de valores recebidos por famílias que estavam indevidamente inseridas no Programa Bolsa Família do Governo Federal.

Após denúncias, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome apurou que havia famílias recebendo o benefício assistencial, sem preencher os requisitos do programa, inclusive, servidores daquele município. Tal ato motivou o ajuizamento da ação por parte da Procuradoria da União em Sergipe (PU/SE).

A Procuradoria pediu à Justiça para que os valores pagos indevidamente fossem ressarcidos, além da condenação do município, responsável subsidiariamente pela concessão indevida. Segundo a PU/SE, a prefeitura não atuou com zelo no cadastramento de pessoas que não atendiam os requisitos legais para a obtenção do benefício.

Os advogados da União destacaram ainda que vários beneficiados do programa possuíam renda superior à mínima prevista na legislação como condição para receber o bolsa família, pois não poderiam ser considerados como pessoas sujeitas à pobreza ou extrema pobreza, conforme prevê a legislação que trata do assunto (Decreto nº5.209/2004).

Os argumentos da União foram acatados pelo juízo da 6ª Vara Federal de Sergipe que condenou os beneficiários indevidos ao ressarcimento dos valores recebidos e o Município de Macambira/SE, de forma subsidiária. A sentença transitou em julgado e não cabe mais recurso para as partes.

A PU/SE é uma unidade da Procuradoria-Geral da União, órgão da AGU.

Ref.: Ação Ordinária nº 0000541-16.2010.4.05.8500 - 6º Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe.

Bárbara Nogueira

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#36 Mensagem por Carnage » 22 Out 2011, 00:02

http://economia.ig.com.br/gasto+com+bol ... 27945.html
Gasto com Bolsa Família aumenta PIB em R$ 23,7 bi
Ipea mostra que 56% dos gastos sociais retornam aos cofres públicos em arrecadação de impostos

Sabrina Lorenzi, iG Rio deJaneiro | 01/03/2011 17:59


O governo vai gastar R$ 2,1 bilhões a mais com o reajuste que a presidenta Dilma Rousseff anunciou hoje para o Bolsa-Família. Conhecido por fazer a economia girar, o programa social terá um orçamento da ordem de R$ 16,5 bilhões em 2011. Além de beneficiar diretamente cerca de 50 milhões de pessoas que vivem abaixo ou no limite da pobreza, o impacto no Produto Interno Bruto (PIB) é da ordem de R$ 23,7 bilhões - um retorno comparável a investimentos em commodities, de acordo com cálculos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea),

"O reajuste do Bolsa Família (de 19,4% em média) é uma demonstração clara de que o ajuste fiscal faz parte de um pacote de medidas pontuais, de um governo que vai readequar despesas sem interromper o processo de redistribuição de renda", afirma ao iG Márcio Pochmann, presidente do Ipea. "Além do impacto no PIB, temos ainda benefícios significativos na saúde e educação", acrescentou.

Exportado para pelo menos 11 países, o Bolsa Família melhora a saúde e a educação das famílias beneficiárias. O índice de crianças e adolescentes de 6 a 16 anos fora escola diminui em 36%, segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e de Combate à Fome. A desnutrição infantil caiu de 12,5% para 4,8% de 2003 a 2008, entre crianças menores de 5 anos atendidas pelo Bolsa Família.

Estudo do Ipea divulgado em fevereiro mostra que 56% dos gastos do governo em programas sociais voltam para os cofres públicos por meio de arrecadação de impostos.Cada R$ 1 investido no programa aumenta em R$ 1,44 o PIB. O Ipea mostra ainda que o programa reduziu em três milhões o número de pessoas extremamente pobres em 2009.

O iG visitou recentemente Junco do Maranhão, cidade com a maior cobertura do Bolsa Família - 91,6% da população recebia o programa em setembro de 2010. Nos últimos três anos, foram abertas uma loja de eletrodomésticos, pet shop, hortifruti, padaria, lanchonete, lan house, duas farmácias, duas lojas de material de construção, dois postos de gasolina, dois pontos de atendimento bancário, alguns mercadinhos, açougues e várias lojinhas de roupas. A paisagem mudou com o comércio e a substituição de casas de pau-a-pique por alvenaria.


http://www.tijolaco.com/bolsa-familia-e ... ta-e-mais/
Bolsa-Família é caro? O “bolsa-rentista” é mais…

O jornal Valor Econômico traz hoje um levantamento do número de famílias que deixaram de receber, por elevação da renda, os benefícios do Bolsa-Família. São 2,227 milhões, o que equivale a cerca de 10 milhões de brasileiros que deixaram a pobreza extrema. E este número pode ser ainda muito maior se cosideramos de nos outros 3,6 milhões de benefícios cancelados, muitos deles têm a melhoria da situação como motivo pelo desinteresse em comprovar o cumprimento das condicionalidades em educação e saúde ou mesmo de participar dos recadastramentos.

Por mais que sejam importantes os cursos de qualificação oferecidos aos beneficiários, o cerne desse fenômeno é o crescimento da economia e, com ela, do emprego.

Dez milhões de pessoas saírem de um estado de semi-indigência já teria valido o investimento. Mas ele rendeu mais, embora continue sendo atacado de forma obtusa por quem procura encobrir sua insensibilidade debaixo de razões contábeis.

Ontem, o jornal O Globo deu manchete para um “escândalo”: os programas de transferência de renda somam o dobro dos recursos orçamentários previstos para investimentos públicos.Ou R$ 114 bilhões, contra R$ 44,6 bilhões.

A conta não se sustenta para quem não tem uma obtusa “cabeça de planilha”, como diz o jornalista Luís Nassif.

A primeira e fundamental diferença entre um e outro gastos é simples: as transferências de renda se convertem, imediatamente, em consumo e este em impostos. E consumo de pobre, já se mostrou aqui, paga muito imposto: mais de 40%, segundo o Ipea, para famílias de até dois salários mínimos de renda.

Portanto, mais de 40% destes recursos voltam para os cofres públicos da União, Estados e Municípios quase que de imediato, ao contrário do que ocorre com os investimentos, que retornam em escala menor e mais lenta aos cofres públicos.

Mas o jornal não toca nem de leve no xis da questão quando se fala na falta de recursos para investimentos públicos.

Porque isso mexe com um “santo” do altar neoliberal: os juros.

O país vai pagar, este ano, R$ 240 bilhões em juros e serviço da dívida pública. Talvez um pouco menos, se o Copom, esta semana, baixar um pouco mais a taxa Selic, porque cada ponto percentual dela vale a bagatela de R$ 17 bilhões. Fora outros R$ 110 bilhões que os juros tiram das pessoas e empresas.

[ external image ]

Em termos proporcionais, isso representa 36% do Orçamento, contra 17% dos programas de transferência de renda para os pobres e 7% de investimentos.

Mas essa rubrica, a mais pesada de todo o Orçamento é intocável, não é?

Aliás, no , o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas, Luiz Aubert Neto, usa uma frase perfeita para definir o que é a política de endividamento e juros altos que o Brasil segue – e é prisioneiro dela, em boa parte – desde o início do governo FHC:

- A política de juros altos dos últimos 17 anos representa a maior transferência de renda da história do capitalismo neste planeta.

Transferência de renda para os ricos, claro. Esta não escandaliza O Globo.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#37 Mensagem por ussama » 22 Out 2011, 12:21

muita gente antes de criticar o bolsa familia deveria fazer uma analise------ sobre o Bolsa Empresário – diferença entre o custo de financiamento do Tesouro Nacional e as taxas dos empréstimos do BNDES – custará R$ 18 bilhões em 2011. O Bolsa Exportador – diferença entre a remuneração das reservas internacionais e o custo de financiamento da dívida pública – custará mais de R$ 60 bilhões.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#38 Mensagem por Gilmor » 22 Out 2011, 15:17

ussama escreveu:muita gente antes de criticar o bolsa familia deveria fazer uma analise------ sobre o Bolsa Empresário – diferença entre o custo de financiamento do Tesouro Nacional e as taxas dos empréstimos do BNDES – custará R$ 18 bilhões em 2011. O Bolsa Exportador – diferença entre a remuneração das reservas internacionais e o custo de financiamento da dívida pública – custará mais de R$ 60 bilhões.
Tem o bolsa fazendeiro 180 bi...

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#39 Mensagem por ussama » 27 Out 2011, 09:23

Há ainda o Bolsa Mulher, a lei que permite que mulheres se aposentem cinco anos antes dos homens; o Bolsa Banqueiro, abençoado pelas nossas taxas de juros elevadíssimas para cobrir as enormes necessidades de financiamento do setor público; o Bolsa Funcionário Público, devido a salários superiores aos praticados pela inciativa privada para as mesmas funções e às aposentadorias privilegiadas; o Bolsa Universitário, para os estudantes de universidades públicas gratuitas. Não nos esqueçamos do Bolsa Corrupto, recursos do inchado erário desviados para bolsos privados.


atenção, essa analise não foi feita por nenhum economista de esquerda, mas pelo ricardo amorim.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#40 Mensagem por Carnage » 06 Nov 2011, 17:42

http://www.economist.com/blogs/dailychart/2011/11/focus
Nível de pobreza cai pela metade no Brasil, segundo “The Economist”

Tradução: Marcos O. Costa

Brasil


Nas últimas duas décadas, graças especialmente a políticas governamentais, a taxa de pobreza caiu pela metade. Com isso, a desigualdade de renda (medida pelo coeficiente Gini) também caiu drasticamente, diminuindo, em média, 1,2% ao ano. A economia do Brasil deverá crescer 3,6% este ano. De acordo com a The Economist Intelligence Unit, uma empresa irmã da The Economist, este ano o Brasil vai superar a Grã-Bretanha para se tornar a sexta maior economia do mundo. A renda per capita, em torno de 11 mil dólares (ou 19 mil reais) cresceu a uma taxa média anual de 1,7% desde 1990; fechando o hiato com os países de alta renda. E o crescimento da renda é o mais rápido entre os mais pobres (comparável ao crescimento da renda per capta da China ). Conseqüentemente, até 2015 o Brasil poderá atingir a sua Meta de Desenvolvimento do Milênio em termos de redução da pobreza, cerca de dez anos antes do previsto. Mas são necessárias novas medidas: 8,5% da população do Brasil ainda vive com menos de 70 reais por mês, o equivalente a US $ 1,50 por dia.

[ external image ]
Antes de alguns ficarem animados com o "últimas duas décadas" olhem direito o comportamento das curvas de acordo com as datas nos gráficos.

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#41 Mensagem por Sempre Alerta » 10 Nov 2011, 18:37

O impacto da transferência de renda nas desigualdades regionais

Transferência de renda e a desigualdade local

João Paulo Caldeira
Da Agência Dinheiro Vivo

Apesar de não terem um foco explicitamente voltado para as questões regionais, as políticas de transferência de renda tem um impacto maior sobre a redução da pobreza e da desigualdade regionais do que políticas voltadas exclusivamente para o desenvolvimento local.
Em sua apresentação no 16º Fórum de Debates Brasilianas.org, Simone Uderman, professora da Universidade do Estado da Bahia(UNEB) e assessora da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial(ABDI) explicou que um dos motivos para que os programas de transferência tenham efeito local tão significativo é o fato de que persiste, no Brasil, uma localização regional da pobreza. “Essas regiões terminam concentrando uma parcela muito representativa dos programas de transferência de renda, do Bolsa Família, dos benefícios de prestação continuada, então eles terminam tendo não apenas um efeito social importante, mas um efeito regional muito importante também”.
Simone citou os dados de um estudo conduzido pelos professores Carlos Roberto Azzoni e Raul Silveira Neto, que demonstra que os benefícios do Bolsa Família e do Programa de Prestação Continuada responderiam por 24% da redução das desigualdades regionais do país.
O aumento do salário mínimo também é creditado pela professora como uma política que não era voltada exclusivamente para o desenvolvimento regional, mas que também trouxe grandes avanços. Comparando o salário mínimo real com o INPC(Índice Nacional de Preços ao Consumidor, medido pelo IBGE), há um ganho superior a 120% no período entre 1994 e 2010. Essa mudança é sensível principalmente na população que ganha até um salário mínimo. De acordo com Simone, “enquanto no Brasil a participação de rendimentos equivalentes a um salário mínimo é de cerca de 25%, no Nordeste chega a quase 40%”. Deste modo, os reajustes do mínimo também implicam numa redução da desigualdade regional.
Simone acredita também que as políticas voltadas ao desenvolvimento regional enfrentam problemas de aplicação prática, com uma efetiva capacidade de transformação estrutural, pois se baseiam em conceitos “pouco instrumentalizáveis”, tais como a criação de capital social, a mobilização social e o estímulo de desenvolvimento endógeno. “Do ponto de vista analítico, são conceitos muito ricos, mas do ponto de vista instrumental, são conceitos muito difíceis.”
A professora explicou que estes conceitos surgem em uma nova leva de políticas de incentivo regional. O Estado passa de um papel desenvolvimentista, entre a década de 50 até meados da década de 70, para uma função de regulação, na década de 90, e depois para assumir características de mobilizador e incentivador de iniciativas locais. “Sai de uma intervenção do Estado em um setor produtivo e passa para a ideia de intervenção do Estado em ativos que são intangíveis, como a formação de capital social, a formação de redes”.
Esta mudança na atuação do poder público tem a ver também com a redefinição da estrutura econômica, com o avanço do setor de serviços: “não é por acaso que a industrialização deixa de ser o cerne da questão”. Enquanto que, no período desenvolvimentista, a intervenção estatal se dava com a criação de pólos industriais que induziriam o desenvolvimento de uma região, no novo milênio a atuação do Estado é de incentivar a interação social, a formação de redes e o desenvolvimento endógeno, “propostas que, de alguma forma, contribuem para o fortalecimento e o empoderamento de comunidades locais, e, a partir daí, dão um processo de desenvolvimento mais autônomo”, afirmou Simone.
Por último, a professora levantou a discussão da sustentabilidade deste modelo, que reduz as desigualdades sociais com programas que não tem claramente este objetivo. Para ela, é necessário desenvolver novos mecanismos de inclusão, principalmente naquilo que diz respeito à inclusão produtiva, com atenção voltada à escolaridade, qualificação profissional e criação de melhores oportunidades de emprego. “É preciso, de fato, existir um avanço nessa direção, para que possa ser garantido a sustentabilidade do crescimento e de uma mudança estrutural nas condições de desenvolvimento regional no país”.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... -regionais

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#42 Mensagem por Carnage » 12 Nov 2011, 12:34

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... mel-souber
Da série: ai se o Kamel souber...
Enviado por luisnassif, qui, 10/11/2011 - 19:38
Autor:
Luis Nassif


Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo - a ser disponibilizada aqui em breve - com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia.

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PAULOSTORY
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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#43 Mensagem por PAULOSTORY » 16 Nov 2011, 00:29

Carnage escreveu:http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... mel-souber
Da série: ai se o Kamel souber...
Enviado por luisnassif, qui, 10/11/2011 - 19:38
Autor:
Luis Nassif


Ontem gravamos uma entrevista especial, em vídeo - a ser disponibilizada aqui em breve - com a professora da Unicamp e cientista social Walquiria Domingues Leão Rego que há cinco anos pesquisa a Bolsa Família.Walquiria tem ido anualmente às regiões mais pobres do nordeste tomando depoimentos dos beneficiários, não questionários frios, mas longas conversas para apreender as mudanças ocorridas.

Um dos episódios narrados é fantástico.

Na casa de uma senhora em Alagoas, outro pesquisador que a acompanhava, italiano, maravilhou-se com alguns quadros, pinturas na parede, sem moldura. Indagaram da senhora o que era aquilo.

Inicialmente, ela relutou em responder. Walquiria contou que no país do seu amigo valorizavam-se muito as pinturas, daí a razão do interesse dele.

A senhora venceu, então, o temor e contou que um de seus netos tem uma grande vocação para a pintura. Na escola, a professora recomendou que recebesse aulas.

Ela reuniu, então, a família e, juntos, discutiram se poderia desviar parte do dinheiro da comida para as aulas de pintura do menino. Todos concordaram. O resultado foram as pinturas que maravilharam o italiano.

Se Ali Kamel souber, haverá denúncias em O Globo sobre o esbanjamento de recursos do Bolsa Familia.
ESBANJAMENTO NÃO, MAS DESVIRTUAÇÃO E PROVÁVEL MÁ AVALIAÇÃO SOBRE A REAL NECESSIDADE DA FAMÍLIA SIM, SEM DÚVIDA!!
ACHO UM DESCALABRO REVERTEREM O IMPOSTO QUE EU PAGO, PARA CUSTEAR AULAS DE PINTURA!!!
-SÓ POSTAGENS DE UM CIDADÃO DESCONTENTE!!

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#44 Mensagem por Sempre Alerta » 18 Nov 2011, 22:22

A pesquisadora que foi ao cerne do Bolsa Família

Brasilianas.org entrevista Walquíria Domingues Leão, professora do Programa de pós-graduação em Sociologia da Unicamp sobre a pesquisa realizada por ela analisando os impactos do Bolsa Família na vida das mulheres.

Parte I
http://www.youtube.com/watch?v=CCOokWOf ... r_embedded

Parte II
http://www.youtube.com/watch?v=MKfhm2FG ... r_embedded

O trabalho de Walquíria Domingues Leão não possui estatísticas complexas, não recorreu a pesquisas com questionários fechados. Durante cinco anos ela foi ouvir mulheres em regiões tradicionalmente não assistidas pelo Estado – como o Vale do Jequitinhonha e o sertão alagoano, entre outras. Sua intenção foi avaliar os impactos sobre as pessoas da renda em dinheiro – tanto do Bolsa Família quanto do aumento do salário mínimo. Quis saber os efeitos sobre a vida pessoal, a cidadania, a maneira como as pessoas passaram a se ver.

Em geral, os pobres são vistos como massa homogênea. Como tal, sujeitos a toda espécie de visão preconceituosa. Seriam pobres por serem preguiçosos; não poderia receber em dinheiro por não saberem fazer cálculo prudencial (calcular o dinheiro até o final do mês); gastariam em supérfluos e bebidas; as mulheres (que são as titulares do Bolsa Família) acabariam cedendo as senhas aos maridos. E assim por diante.

Com forte formação de esquerda, Walquíria se surpreendeu ao perceber a extraordinária função social do dinheiro – especialmente para quem sai da zona da extrema pobreza. O primeiro mito a cair foi o dos cálculos para manuseio do dinheiro. Nos depoimentos colhidos, mulheres confessavam que na primeira vez que receberam do Bolsa Família, gastaram o dinheiro na primeira semana. Na segunda vez, já sabiam calcular para o dinheiro durar até o final do mês.

Do mesmo modo, não encontrou mulheres que tenham cedido às pressões do marido para outras destinações aos recursos. Primeiro, porque tinham contrapartidas a apresentar: pesar as crianças no posto de saúde, apresentar atestados de frequência escolar dos filhos. Depois – como disse uma delas, em um relato que espalhou emoções no seminário: “Isso tudo não é mais para mim. São para meus filhos. Meu tempo já passou”.

Em uma das melhores entrevistas da pesquisa, com uma senhora de Demerval Lobão, interior do Piauí, foi-lhe descrito o sentimento que se apossou dela quando descobriu que tinha “crédito” no comércio. Isto é, os comerciantes acreditavam nela. “Antes eu não era nada. Ninguém me vendia nem uma caixa de fósforos”.

A renda monetária conferiu-lhes dignificação da vida, confiabilidade. A possibilidade de escolha – entre comer feijão ou macarrão, por exemplo – mudou sua percepção sobre a vida, a cidadania, os direitos, constatou Walquíria.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... sa-familia

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Re: Uma análise do programa Bolsa Família

#45 Mensagem por Carnage » 19 Nov 2011, 00:43

http://www.ft.com/intl/cms/s/0/71352352 ... abdc0.html
Censo de 2010 mostra que as desigualdades no Brasil persistem

por Joe Leahy, de São Paulo, no Financial Times


O Brasil ainda está muito longe de se tornar uma sociedade mais igualitária, apesar dos avanços significativos da última década, quando milhões de pobres subiram para as classes médias, de acordo com o Censo de 2010.

Entre as desigualdades mais aparentes, os dados descobriram que 25% da população ainda vivem com uma renda média per capita de até 188 reais e metade da população com até 375 reais. Isso comparado com o salário mínimo de 510 reais em 2010.

“Os resultados do Censo de 2010 mostram que a desigualdade de renda ainda é muito forte no Brasil, apesar da tendência declinante observada em anos recentes”, disse o escritório de dados governamental, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — conhecido como IBGE.

Uma vez notório por sua divisão entre ricos e pobres, o Brasil deu grandes passos na última década. A ascensão de uma nova classe média, que está atraindo uma onda de investimentos multinacionais, de companhias de automóveis a fabricantes de alimentos, que competem por uma fatia do mercado, foi possível graças a aumentos do salário mínimo, melhoria dos benefícios de bem estar social e um gerenciamento econômico estável.

Em particular, governos sucessivos foram capazes de acabar com a inflação desenfreada, que erodia o valor dos salários e a poupança dos que ganhavam menos, enquanto beneficiava os que eram suficientemente ricos para comprar propriedades ou poupar em dólares.

De acordo com um estudo da Fundação Getúlio Vargas, uma instituição acadêmica, um número estimado de 33 milhões de pessoas subiram para as assim-chamadas “novas classes médias” desde 2003. Hoje, 105,5 dos 190 milhões de brasileiros pertencem a este grupo, ganhando entre 1.200 e 5.174 reais por domicílio.

Mas o Censo indica que centenas de milhões de pessoas ainda precisam avançar ou foram deixados completamente para trás. Discrepâncias entre as raças são as maiores. O salário médio mensal dos brasileiros brancos era de 1.538 reais em 2010, de orientais 1.574, quase o dobro dos salários de negros ou pardos, com 834 reais e 845 reais, respectivamente, e mais que o dobro dos indígenas, de 735 reais.

Os brancos também vivem mais, enquanto negros e pardos representam maior proporção entre as pessoas de menos de 40 anos de idade. “Os brancos tem maior proporção entre as pessoas na terceira idade — os com mais de 65 anos, mas especialmente os com mais de 80 anos — o que provavelmente está ligado a diferenças nas condições de vida, acesso a tratamentos de saúde, além de distribuição desigual de renda”, disse o IBGE.

O mesmo padrão é visto nos níveis de analfabetismo. Embora a taxa de analfabetismo nacional dos que tem mais de 15 anos tenha caído de 13,63% em 2000 para 9,6% em 2010, chega a 28% em algumas cidades médias nas regiões mais pobres do Nordeste.

O analfabetismo entre os negros era de 14,4% e entre os pardos de 13% em 2010, quase o dobro do índice de analfabetismo entre os brasileiros brancos, de 5,9%.

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