Por Roberto Freire, para o Blog do Noblat
A um ano das eleições de 2018, o Brasil começa a viver a expectativa pelo momento determinante do voto que definirá os rumos da nação pelos próximos quatro anos, enquanto vamos nos aproximando da reta final do governo de transição resultante do impeachment. Em uma quadra tumultuada da vida nacional, é imperioso que todos aqueles verdadeiramente comprometidos com a democracia e a superação da crise tenham responsabilidade com o país e ofereçam alternativas viáveis e projetos concretos para a retomada do crescimento, a geração de empregos e o resgate da autoestima e da confiança do brasileiro em seu próprio futuro.
Um olhar abrangente sobre o que está por vir deve passar, necessariamente, pelos ensinamentos que podemos extrair do passado. Há pouco menos de 30 anos, em 1989, o Brasil experimentava um clima de grande euforia cívica com a primeira eleição direta para a Presidência da República desde o fim do regime militar. Com a redemocratização e a promulgação da Constituição Cidadã de 1988, a efervescência política que tomou conta do país trouxe otimismo e uma grande esperança à sociedade.
Na disputa presidencial de 1989, da qual honrosamente participei como candidato pelo PCB – foi um dos momentos mais marcantes e uma das grandes emoções que tive em mais de 40 anos de vida pública –, houve entre nós aqueles que defendiam a união das forças do campo democrático em torno de uma candidatura à Presidência, provavelmente a de Ulysses Guimarães, do PMDB, reconhecido como símbolo maior da luta pelas Diretas e o “Senhor Constituinte”. Uma das vozes que se levantou nesse sentido foi a de Luiz Werneck Vianna, cientista social e até hoje um arguto observador e analista da realidade brasileira, que nos alertava para os riscos de uma pulverização de candidaturas naquele pleito.
Infelizmente, naquele momento, talvez influenciados pela comoção nacional e envolvidos emocionalmente em uma histórica campanha que nos dava a oportunidade de retomar o contato mais próximo com o povo brasileiro, seus problemas e a dura realidade da população, não ouvimos os alertas que foram feitos e nos dispersamos. Fui candidato pelo PCB, Leonel Brizola saiu pelo PDT, Mário Covas foi lançado pelo PSDB, Fernando Gabeira disputou pelo PV, entre muitos outros postulantes à Presidência, totalizando mais de duas dezenas de candidaturas ao Palácio do Planalto.
Todos conhecem o resultado de tamanha pulverização. Foram ao segundo turno as duas figuras que supostamente desafiavam o “status quo” e eram consideradas “outsiders”: Collor, candidato pelo pequeno PRN, e Lula, do PT, ainda muito distante do figurino “paz e amor” adotado em sua campanha vitoriosa de 2002. Nenhum deles demonstrava qualquer preocupação com a montagem de um governo de coalizão ou de uma base parlamentar sólida que lhes desse sustentação no Congresso Nacional, algo primordial no presidencialismo brasileiro. Collor sofreu um processo de impeachment e deixou a Presidência em 1992, em meio a uma série de acusações e denúncias de corrupção que o atingiram e a seu governo.
Para 2018, tenho defendido que não podemos repetir os mesmos equívocos de 1989. No ano que vem, como naquela eleição, o risco de haver uma forte pulverização de candidaturas é muito elevado. Os alertas feitos naquela oportunidade devem ser ouvidos agora, ainda que com atraso: temos de buscar a unidade de todas as forças democráticas do país para evitarmos, ao fim e ao cabo, uma nefasta polarização entre os extremos do espectro político, personificados nas figuras de Lula e Jair Bolsonaro.
Tenho insistido na importância de que as conquistas obtidas durante o governo de transição, sobretudo no aspecto econômico (como a queda da inflação e da taxa básica de juros, a diminuição gradativa do desemprego, o aumento do poder de renda das famílias, o crescimento do PIB etc), não podem ser colocadas em risco por uma eventual disjuntiva entre essas duas alternativas políticas no segundo turno de 2018. Nossa missão é oferecer aos brasileiros uma candidatura virtuosa que unifique o centro democrático e seja capaz de enfrentar e derrotar tanto uma esquerda atrasada e reacionária que apoia abertamente a ditadura de Maduro na Venezuela, por um lado, quanto uma extrema-direita igualmente populista e de corte claramente fascista que defende a ditadura militar e as torturas por ela praticadas, por outro.
Apesar de algumas similitudes entre 1989 e 2018, é importante considerarmos uma diferença fundamental: naquele primeiro momento pós-redemocratização, o Brasil estava imerso em uma grande euforia e vivia um clima de otimismo. Hoje, o que existe é um desânimo absoluto da população e a descrença generalizada em relação à classe política, fruto de todo o desmantelo e a corrupção que marcaram os 13 anos dos governos petistas de Lula e Dilma.
Esse sentimento gera, inclusive, uma perigosa repulsa à política e aos políticos indistintamente, o que é sempre temerário do ponto de vista democrático. Apesar de todos os problemas, a política é o instrumento pelo qual as sociedades podem mudar os seus destinos.
Fora da política, não há outro caminho possível além da barbárie. Lamentavelmente, em meio a esse cenário de terra arrasada que fermenta um caldo de desilusão, os discursos populistas à esquerda e à direita, inclusive formulados por aqueles que pregam estultices como a intervenção militar no Brasil e o fechamento do Congresso, encontram terreno fértil para prosperar junto aos mais incautos.
É contra essa corrente autoritária e antidemocrática que devemos nos erguer. Temos um ano pela frente e, até lá, precisamos aprovar as reformas de que o Brasil precisa, concluir a transição que nos levará às próximas eleições e construir uma candidatura forte, competitiva e representativa de todas as forças democráticas, à esquerda e à direita, que convirjam para o centro. Que as lições de 1989 ecoem em 2018, evitando a repetição de erros do passado e mobilizando os brasileiros a recuperarem o mesmo entusiasmo daquele período.
Roberto Freire é deputado federal por São Paulo e presidente nacional do PPS
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O segredo das eleições do próximo ano está no centro, rejeitando os populismos de direita e esquerda.
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Re: Eleições 2018.
Atenção para o que ele está dizendo nestes dois parágrafos, pois uma polarização no segundo turno entre as duas candidaturas citadas seria extremamente nefasta para o país.
Para 2018, tenho defendido que não podemos repetir os mesmos equívocos de 1989. No ano que vem, como naquela eleição, o risco de haver uma forte pulverização de candidaturas é muito elevado. Os alertas feitos naquela oportunidade devem ser ouvidos agora, ainda que com atraso: temos de buscar a unidade de todas as forças democráticas do país para evitarmos, ao fim e ao cabo, uma nefasta polarização entre os extremos do espectro político, personificados nas figuras de Lula e Jair Bolsonaro.
Tenho insistido na importância de que as conquistas obtidas durante o governo de transição, sobretudo no aspecto econômico (como a queda da inflação e da taxa básica de juros, a diminuição gradativa do desemprego, o aumento do poder de renda das famílias, o crescimento do PIB etc), não podem ser colocadas em risco por uma eventual disjuntiva entre essas duas alternativas políticas no segundo turno de 2018. Nossa missão é oferecer aos brasileiros uma candidatura virtuosa que unifique o centro democrático e seja capaz de enfrentar e derrotar tanto uma esquerda atrasada e reacionária que apoia abertamente a ditadura de Maduro na Venezuela, por um lado, quanto uma extrema-direita igualmente populista e de corte claramente fascista que defende a ditadura militar e as torturas por ela praticadas, por outro.
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Re: Eleições 2018.
Em 1989 também foram para o segundo turno dois candidatos que se afirmavam como contrários a "tudo isso que aí está" e, hoje, sabemos que eles não são nada disso. Collor e Lula, ambos, são partícipes da corrupção e do descalabro administrativo brasileiro.
Hoje, novamente, uma polarização semelhante, que não conduzirá a nada.
A democracia brasileira somente vai ser depurada aos poucos, com a participação de pessoas que tenham propostas factíveis para o estado brasileiro e que cuidem de enfrentar nosso principal problema: a exclusão de vastos contingentes da economia moderna.
Hoje, novamente, uma polarização semelhante, que não conduzirá a nada.
A democracia brasileira somente vai ser depurada aos poucos, com a participação de pessoas que tenham propostas factíveis para o estado brasileiro e que cuidem de enfrentar nosso principal problema: a exclusão de vastos contingentes da economia moderna.
Todos conhecem o resultado de tamanha pulverização. Foram ao segundo turno as duas figuras que supostamente desafiavam o “status quo” e eram consideradas “outsiders”: Collor, candidato pelo pequeno PRN, e Lula, do PT, ainda muito distante do figurino “paz e amor” adotado em sua campanha vitoriosa de 2002. Nenhum deles demonstrava qualquer preocupação com a montagem de um governo de coalizão ou de uma base parlamentar sólida que lhes desse sustentação no Congresso Nacional, algo primordial no presidencialismo brasileiro. Collor sofreu um processo de impeachment e deixou a Presidência em 1992, em meio a uma série de acusações e denúncias de corrupção que o atingiram e a seu governo.
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Re: Eleições 2018.
Mais um bom artigo a analisar nosso momento político presente:
O Perigo Reacionário
Vivemos um momento de crescimento do reacionarismo no mundo e esse movimento, que se alastra a cada dia, precisa ser enfrentado com firmeza sob pena de vermos, nos próximos anos, a derrubada de conquistas históricas.
Na mira desses grupos radicais estão os direitos humanos, o direito de livre escolha, a liberdade de circulação das pessoas, a arte e até mesmo a política. Não é à toa que recente levantamento do Instituto Paraná pesquisas apontou que 43,1% dos brasileiros defendem a volta da intervenção militar no Brasil. Outros 51,6% são contra e 5,3% não sabem ou não responderam.
A pesquisa reflete a onda reacionária que tem se proliferado não só no Brasil, mas no mundo inteiro, e também o desconhecimento histórico, por parte de parcela da sociedade, sobre as atrocidades praticadas durante a ditadura militar no Brasil. A junção do desencanto com a política, falta de conhecimento e busca por um salvador da Pátria acaba desaguando em resultados como esse. E, perigosamente, abre um corredor para o crescimento de políticos que se utilizam do populismo radical e do discurso messiânico para alavancarem suas candidaturas.
Trata-se de um processo mundial que tem como sua maior exemplificação a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos. Esse mesmo movimento também vem crescendo na Europa, em países como a França e Alemanha, e em outras regiões do planeta.
No Brasil esse radicalismo cresceu com a série de escândalos de corrupção dos últimos governos e com a incapacidade das forças progressistas de enfrentar e resolver gargalos como o aumento da violência, a geração de emprego e a melhoria da qualidade de vida da população. O Brasil é hoje um país em desencanto e todo esse processo deixou o cidadão descrente da política.
Nesse cenário muitas pessoas acabam embarcando em movimentos erráticos. Uma parcela grande da população que não viveu a ditadura e não conheceu o retrocesso que ela trouxe para o país é levada a acreditar que uma intervenção militar resolveria os problemas do país. Pelo contrário, a situação se agravaria e as liberdades, conquistadas após tanta luta pela democracia, estariam em risco.
A pesquisa divulgada, e outras que apresentam resultados semelhantes, servem de alerta para o meio político que precisa urgentemente mudar as suas práticas viciadas.
A manutenção da velha política acabará por reforçar as forças retrógradas que querem ver nosso país de novo sob a mordaça do autoritarismo e do famoso bordão “prendo e arrebento”. É hora de agir, de fazer o contraponto ao discurso reacionário, e de deixar de fingir que não há uma ameaça ao nosso redor.
Nossa crise precisa ser resolvida por meio da democracia e a melhor arma para mudar o futuro do país não é o fuzil, mas o conhecimento e o voto. (Blog do Noblat – 13/10/17)
Rubens Bueno é deputado federal (PPS-PR)
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Re: Eleições 2018.
Diante do quadro político brasileiro, de crescimento dos populismos: de direita, representado por Bolsonaro e de esquerda, pelo PT/PSOL, e pela falta de um partido de esquerda/centro-esquerda com densidade política, o melhor encaminhamento que poderemos dar ao processo político brasileiro é Alckmin Presidente e seria bom que a Marina entrasse como Vice, para que os votos não fossem pulverizados e pudessem favorecer uma eventual disputa de segundo turno entre os populistas.
Muitos gostam de citar as eleições na Europa para traçarem um paralelo com as eleições brasileiras, a estes é bom lembrar que o contexto histórico europeu é totalmente diferente do brasileiro, eles lá já fizeram sua revolução social, ocorrida predominantemente no pós-guerra, enquanto que aqui necessitamos promover nossa revolução social, é como se estivéssemos quase um século atrasado em relação ao continente europeu.
Outro aspecto a considerar é que eles enfrentam a crise dos refugiados, que tem influenciado muito o eleitor na hora de votar.
Muitos gostam de citar as eleições na Europa para traçarem um paralelo com as eleições brasileiras, a estes é bom lembrar que o contexto histórico europeu é totalmente diferente do brasileiro, eles lá já fizeram sua revolução social, ocorrida predominantemente no pós-guerra, enquanto que aqui necessitamos promover nossa revolução social, é como se estivéssemos quase um século atrasado em relação ao continente europeu.
Outro aspecto a considerar é que eles enfrentam a crise dos refugiados, que tem influenciado muito o eleitor na hora de votar.
Alckmin será o candidato do pós-Lula
Conselheiros de Geraldo Alckmin sugeriram ao governador adotar uma linha de discurso diferente da de seu afilhado João Dória.
Enquanto o prefeito compra brigas e faz declarações enérgicas contra Lula e o PT, Alckmin avalia ser o candidato do pós-Lula.
A ideia é não olhar para o retrovisor. É reconhecer a importância de conquistas sociais, mas olhando para a manutenção futura dessas conquistas por meio do crescimento e fortalecimento da economia.
Discurso começará a ser testado nos próximos dias.
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Re: Eleições 2018.
DUDUKXORRAO escreveu:http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/20 ... gn=fbfolha
No caso aí, o que se pretende, é formar novas lideranças. Até aí tudo bem, não se trata de escolher o Huck para candidato.Em entrevista ao site O Antagonista, falei sobre as conversas que tivemos com Luciano Huck, alguém que merece todo o nosso respeito e que está disposto a construir alternativas políticas para 2018.
É evidente que ainda não há nada de concreto. Uma coisa é certa: queremos construir uma candidatura no campo democrático. Precisamos evitar o lulopetismo, que não tem compromisso com a democracia, e o autoritarismo, muitas vezes totalitário e fascista de direita, que é o que chamamos de bolsonarismo.
Fora desses dois extremos, estamos dispostos a discutir candidaturas sem preconceitos. Luciano Huck é jovem, com boa formação política e tem uma compreensão clara da questão social-democrata: http://bit.ly/2ikL16E" -"-
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Re: Eleições 2018.
O PSOL é o PT quando este estava se formando, age da mesma forma; se o PSOL hegemonizar e conseguir ir se elegendo, repetindo a trajetória do PT, faria o mesmo que o PT, enriquecimento de sua militância e desorganização da economia.DUDUKXORRAO escreveu:boulos tbm pode ser candidato do psol
O que o Brasil necessita é de uma esquerda real, ocorre que a classe média não quer, pois é individualista e não pensa no país como uma nação que precisa encontrar o caminho do desenvolvimento, a classe média quer eleger candidatos com o seu discurso individualista, ela até que consegue em alguns centros mais desenvolvidos como São Paulo ou outras capitais de estados desenvolvidos, mas quando é para presidente, o povão é maioria e sucumbe ao discurso populista de base religiosa feito pelo PT/PSOL.
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Re: Eleições 2018.
Originalmente o Foro de São Paulo era uma reunião que buscava identificar e propor soluções para os problemas latino-americanos, mas progressivamente transformou-se em uma correia de transmissão de Cuba, do petismo,do chavismo e do bolivarianismo e aí degenerou. Não era isso a proposta original.DUDUKXORRAO escreveu:Todo partido de esquerda está no foro de sao paulo, dissecar é só perda de tempo!florestal escreveu:O PSOL é o PT quando este estava se formando, age da mesma forma; se o PSOL hegemonizar e conseguir ir se elegendo, repetindo a trajetória do PT, faria o mesmo que o PT, enriquecimento de sua militância e desorganização da economia.DUDUKXORRAO escreveu:boulos tbm pode ser candidato do psol
O que o Brasil necessita é de uma esquerda real, ocorre que a classe média não quer, pois é individualista e não pensa no país como uma nação que precisa encontrar o caminho do desenvolvimento, a classe média quer eleger candidatos com o seu discurso individualista, ela até que consegue em alguns centros mais desenvolvidos como São Paulo ou outras capitais de estados desenvolvidos, mas quando é para presidente, o povão é maioria e sucumbe ao discurso populista de base religiosa feito pelo PT/PSOL.
Ocorre que a classe média faz um jogo que interessa ao PT para se eleger, a classe média fica buscando assustar as pessoas falando: olha o comunismo! Olha o comunismo! Qualquer pessoa, que diga por exemplo, "vamos legalizar o aborto!", pronto, já é chamada de comunista. Isso visa infundir o medo, para que não ocorram mudanças . Com o tempo, o excluído vai percebendo que isso é mentira, que o discurso anticomunista é falso e visa apenas assegurar privilégios para alguns e aí entra o PT/PSOL com a demagogia deles e faturam a eleição. Tanto assim que Bolsonaro não é criticado pelo PT/PSOL e Ciro Gomes até o elogia, é um inocente útil, que entrando para o segundo turno elege seu oponente. Nas últimas eleições eu falei o mesmo a respeito do Aécio, que o candidato ideal para o segundo turno era a Marina Silva e continuo achando que se ela tivesse passado a história poderia ter sido diferente.
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Re: Eleições 2018.
Quem há de responder?
O risco de 2018
É possível construir uma candidatura alternativa, capaz de ganhar as eleições e governar, fazendo as reformas de que o País precisa: previdenciária, tributária, educacional, política e de gestão pública?
Inverno de 1988, na China. Collor e seu cunhado conversam sobre a situação do Brasil. Este está sorumbático com a notícia que acaba de receber: o candidato à presidente do PSDB, Mario Covas, não o quer como vice.
Seu cunhado conta-lhe sobre uma pesquisa recente a respeito da imagem do presidente desejado pela população, que corresponde a grosso modo com a imagem política do governador de Alagoas: jovem, perseguidor dos marajás e opositor ferrenho ao presidente Sarney.
Sugere que ele se candidate, pois terá um bom desempenho, o que lhe tornará um politico nacional. Collor muda de humor e decide candidatar-se.
O pleito presidencial de 1989 – ano em que caiu o Muro de Berlim – teve 21 candidatos, além de Collor de Melo, que em janeiro daquele ano tinha exatos 2% de intenção de voto. Eram candidatos, figuras importantes da República, como Aureliano Chaves e Ulysses Guimarães; políticos aguerridos como Afif Domingos e Mario Covas; populistas como Brizola e Paulo Maluf; representantes da nova esquerda como Lula, Gabeira e Roberto Freire, e mesmo um jovem médico representante do agronegócio, Ronaldo Caiado, além da primeira mulher, Lívia Abreu do Partido Nacionalista e o famoso Enéas Carneiro (“Meu nome é Enéas”), do Prona, entre outros de menor expressão.
A dispersão dos votos levou a que os extremos fossem favorecidos, e dentre eles os brasileiros tiveram que escolher seu presidente. Os personagens do centro, da socialdemocracia ou do tradicional populismo, ficaram para trás. Leonel Brizola ficou em terceiro lugar e Mario Covas, do recente PSDB, em quarto.
O que 2018 tem a ver com 1989?
Aparentemente, hoje, o quadro é semelhante. Anunciado ou comentado tem-se mais de uma dúzia de candidatos, nem todos ainda formalizados. Hoje, há figuras que já se candidataram como Geraldo Alckmin, Marina Silva, Cristovam Buarque, Lula da Silva ou Ciro Gomes.
Figuras mais ou menos recentes na política como João Doria, ou sem experiência eleitoral anterior, como Joaquim Barbosa e Valéria Monteiro. E outras figuras políticas antigas, mas que jamais se candidataram a presidência, como Jair Bolsonaro, Fernando Haddad ou Álvaro Dias.
Além de técnicos renomados como Henrique Meirelles e Paulo Rabelo. Já somam mais de uma dúzia, embora não seja ainda certo que todos se apresentarão. Em contrapartida, devem surgir candidatos sobre os quais ainda não se fala, além dos tradicionais do PSOL e cia. Não deveremos chegar a 22, mas tendemos a superar 12.
Em parte, isso se deve ao fato de que há uma parcela significativa de eleitores que não manifesta preferência clara por qualquer daqueles candidatos, com exceção de Valéria Monteiro, Paulo Rabelo e Cristovam Buarque, que ainda não ingressaram na lista dos institutos de pesquisa. Há um sentimento de que a maioria dos eleitores busca algo novo, distinto dos políticos que aí estão.
Caso não surja um novo candidato estaremos ameaçados de repetir, no segundo turno, o ano de 1989. Naquela ocasião tivemos que escolher entre um líder operário despreparado, com um partido repleto de ideias irrealizáveis, e um líder liberal, igualmente despreparado, sem qualquer vínculo orgânico com o empresariado. Deu no que deu.
Horizontes
Hoje parece que teremos que escolher, no segundo turno, entre um modelo populista ultrapassado (Lula, caso seja candidato, ou Ciro Gomes, se Lula o apoiar) e um autoritarismo desraigado (Bolsonaro). Um e outro sem condições de conduzir o País para um futuro sustentável.
No segundo caso, um retrocesso inimaginável em uma sociedade democrática. O argumento de que ambos já atingiram seu teto não impede o cenário desenhado. Lembremo-nos que Lula foi ao segundo turno com menos de 17% de votos, e Bolsonaro tem cerca de 19% de intenção de votos.
É possível construir uma candidatura alternativa, capaz de ganhar as eleições e governar, fazendo as reformas de que o País precisa: previdenciária, tributária, educacional, política e de gestão pública? Um governo que desamarre o Brasil e o faça ingressar, finalmente, no século XXI?
*Elimar Nascimento é sociólogo e professor da UnB/Centro de Desenvolvimento Sustentável
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Re: Eleições 2018.
Um segundo turno entre os dois, seguramente elegeria PT/Lula para um novo mandato e é justamente isso que temos de evitar. O pessoal do Bolsonaro é um pessoal neófito em política e que surgiram em função do descalabro petista e agem com ingenuidade ao apoiarem alguém sem propostas factíveis. Temos de defender uma alternativa do centro democrático, essa seria a melhor saída para o Brasil.
Primeira pesquisa do Ibope aponta segundo turno entre Lula e Bolsonaro em 2018
**************
“Temos de buscar a unidade de todos aqueles que conosco concordam que o Brasil precisa mudar. E não seremos nós, isolados, que faremos o país mudar”, disse Freire. “Precisamos enfrentar esse atraso e os extremos, seja à direita ou à esquerda, ambos descompromissados com o processo democrático. Não são movimentos que integram e unificam o Brasil. Precisamos construir uma frente democrática, que também pode ser chamada de centro democrático ou qualquer outra denominação, que reúna todos aqueles que lutaram pela liberdade e foram vitoriosos, pelo bem e pelo futuro do Brasil”, prosseguiu o parlamentar.
Roberto Freire, deputado federal PPS/SP.
Visão política correta do nosso processo político, em 2018 temos que eleger alguém comprometido com a democracia, isso é importantíssimo para que o país não descambe para os populismos, seja os de esquerda, representado pelo PT/Lula, seja os de direita, representado por Bolsonaro.
Mudanças sociais somente teremos quando construirmos uma esquerda real, que defenda educação de qualidade voltada para o trabalho, saúde também de qualidade e reorientação da política econômica, para que fiquem aqui os empregos que hoje mandamos para a China.
Primeira pesquisa do Ibope aponta segundo turno entre Lula e Bolsonaro em 2018
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“Temos de buscar a unidade de todos aqueles que conosco concordam que o Brasil precisa mudar. E não seremos nós, isolados, que faremos o país mudar”, disse Freire. “Precisamos enfrentar esse atraso e os extremos, seja à direita ou à esquerda, ambos descompromissados com o processo democrático. Não são movimentos que integram e unificam o Brasil. Precisamos construir uma frente democrática, que também pode ser chamada de centro democrático ou qualquer outra denominação, que reúna todos aqueles que lutaram pela liberdade e foram vitoriosos, pelo bem e pelo futuro do Brasil”, prosseguiu o parlamentar.
Roberto Freire, deputado federal PPS/SP.
Visão política correta do nosso processo político, em 2018 temos que eleger alguém comprometido com a democracia, isso é importantíssimo para que o país não descambe para os populismos, seja os de esquerda, representado pelo PT/Lula, seja os de direita, representado por Bolsonaro.
Mudanças sociais somente teremos quando construirmos uma esquerda real, que defenda educação de qualidade voltada para o trabalho, saúde também de qualidade e reorientação da política econômica, para que fiquem aqui os empregos que hoje mandamos para a China.
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Re: Eleições 2018.
Continuem a brincar de Bolsonaro que vocês vão ver onde iremos chegar.
Analistas do mercado financeiro disseram a Andreza Matais que o dólar pode chegar a 6 reais se Lula for eleito.
O choque cambial, porém, já deve ser sentido durante a campanha.
A perspectiva de ter um condenado nas urnas, com o risco concreto de um impasse institucional, vai derrubar a moeda e, pior ainda, o resto da economia.
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Re: Eleições 2018.
João Dória aderiu a uma candidatura de centro contra os populismos de esquerda, representado pelo PT/Lula/PSOL e contra o populismo de direita, representado por Bolsonaro.
O melhor caminho para o Brasil é este e eu acrescentaria que a melhor chapa seria Alckmin PRESIDENTE e Marina Silva VICE.
O melhor caminho para o Brasil é este e eu acrescentaria que a melhor chapa seria Alckmin PRESIDENTE e Marina Silva VICE.
“Não é em torno do Temer, mas o PMDB é uma sigla importante no processo de aliança no Brasil. O PMDB, o PSDB, o DEM, o PPS, o PP, o PR, O PRB, o PV, e o próprio PSB, ou parte dele. Não vejo candidatura vitoriosa no Brasil se esses partidos não estiverem aglutinados e unidos.
Nesse momento é a defesa do Brasil, não é a defesa nem do PSDB e nem do governo Temer. Se não houver capacidade de união desses partidos em torno de candidaturas maduras, efetivas e transformadoras, nós entregamos a eleição de 2018 para dois candidatos, para Lula e Bolsonaro. O bônus (dessa aliança) é uma candidatura fortalecida ajudar a criar esperança para o Brasil. O ônus é a falta de uma candidatura que unifique o país.”
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João Doria, prefeito de São Paulo a jornalistas, após fazer uma palestra na Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), 31/10/2017.
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Re: Eleições 2018.
O PCdoB lançando a Manuela D'Ávila a presidência faz o jogo que interessa ao PT, trata-se de lançar vários candidatos para que os votos se pulverizem e os dois mais indicados nas pesquisas passem ao segundo turno, quais sejam, Lula e Bolsonaro.DUDUKXORRAO escreveu:http://politica.estadao.com.br/noticias ... 0002072747
Segundo turno é decidido pelo povão do Brasil profundo e esse povão não vai votar em Bolsonaro, o PT já pode se considerar eleito.
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Re: Eleições 2018.
Mentira!DUDUKXORRAO escreveu:So tem candidatos de esquerda, tirando o Bolsonaro!
O Geraldo Alckmin não é de esquerda e a Marina Silva fundou um partido sem posições ideológicas definidas.
Bolsonaro é populista de direita, o que é muito diferente de direita, aliás, direita no Brasil é o Delfim Neto, que é o economista do PT.
Não existem partidos com ideologia definida no Brasil, o que existem são os populistas, que não apresentam propostas factíveis para o governo.
Neste momento, o melhor para o Brasil é Geraldo Alckmin PRESIDENTE e Marina Silva VICE. Essa chapa, se montada, teria grandes chances de bater os dois populistas nas eleições.
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Re: Eleições 2018.
Alckmin+Marina, que combinação mais insossa e mais em cima do muro... Esse último post do Dudukxorrao ilustra bem a situação. Claro que existem coisas bem piores, mas ambos usam de omissão para pegar o vácuo entre Lula e Bolsonaro. Alckmin+Marina é um falso centro, ambos chuchus colocam-se no centro por conveniência.florestal escreveu:Neste momento, o melhor para o Brasil é Geraldo Alckmin PRESIDENTE e Marina Silva VICE. Essa chapa, se montada, teria grandes chances de bater os dois populistas nas eleições.
Agora, cadê o asco de religião? Ou quando interessa faz vista grossa?
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