Estava eu e um camarada de serviço, em uma cidadezinha no interior de Pernambuco trabalhando, fazendo o start-up de uma fábrica, bem conhecida do grande público. Eram grandes períodos de estada na cidade em questão, sendo que fiquei praticamente um ano e meio nesta vidinha de corno, retornando um final de semana a cada 30 dias pra casa e partindo pra mas um mês naquele fim de mundo. Mas a grande vantagem de ser de fora em uma cidade pequena, do interiorzão, é que você, sem querer, fica conhecido na sociedade local. E o melhor: a mulherada fica assanhada. E eu, sendo de São Paulo, era visto com outros olhos por elas e pelos cabras-machos locais, aqueles que andam com a peixeira na cinta.
Aconteceu que, em certa época do ano, rolou uma festa na cidade. E quem conhece aquelas bandas sabe que costuma rolar os "Festivais de Inverno" na região do agreste meridional. E realmente, apesar de ser em pleno nordeste, a região esfria, tendo a ocorrência de neblinas, chuvinhas, enfim, fica até um pouco parecido com São Paulo. Em um dos dias deste festival estava eu e mais o colega que citei no início da história, curtindo um show na praça central da cidade, sem pretensões. A intenção era ver um pouco do show pra ir descansar depois, visto que o dia que estava por vir seria cansativo.
Lá pelas 23:00, já pensando em pegar o rumo, falei pro meu amigo:
- Vamos nesta, tá tarde...
- Cara, você viu aquelas duas minas?
Quando ele falou isto, olhei pro lado e vi duas nativas, cabelos pintados, uma cavalona e até que bonita e a outra uma gordinha simpática. Em situações normais eu partiria pra cima, mas como estava cansado e com uma sensação de que a noite não seria das melhores, insisti em ir embora. Ele concordou, mas quando estávamos zarpando, eis que chega um bilhetinho na mesa: "Vocês não querem nos conhecer? Estamos esperando...". Insisti em ir embora, mas meu amigo me arrastou pra mesa das garotas. Elas se apresentaram, nos cumprimentamos e sentamos na mesa delas. Reparei que elas estavam bebendo vinho de um garrafão, que por sinal já estava pela metade. Mas elas até que estavam sóbrias, pelo menos foi esta a impressão inicial. Fiquei na minha, as minas continuaram bebendo e o meu amigo chegou junto na gordinha. Quando percebi o cara já estava roçando a língua na boca do estômago dela... "Catzo" - pensei - "O cara é rapido.". Admito que estava meio enjoado naquela noite, e a cavala que ficou sozinha estava com aquela cara de "E aí, não vai fazer nada?". Continuei na minha, achava que o cara ia ficar só nos beijinhos e ia embora. Ledo engano.
Olho no relógio: duas da manhã. Já estava aborrecido, quando a cavala fala: "Vamos no outro show.". Caralho, que merda. Pegamos o carro e fomos em outra praça da cidade, que estava tendo um show de brega-music, bem popular naqueles lados. Fiquei meia hora escutando aquelas músicas nojentas, daí resolvi puxar a faca pro meu amigo e pra gordinha que o acompanhava:
- Porra, se vocês vão ficar se agarrando deste jeito, vão pelo menos lá pro hotel;
- Beleza! Vamos agora? - Perguntou o meu amigo à gordinha;
- Vamos - ela respondeu. Mas minha amiga tá achando que seu amigo é viado...
- O quê??!! Só porque eu não quero comer ela??!! Cadê ela?!
Fui atrás da cavala e cheguei agarrando. Arrastei ela prum canto da praça e meti a mão por baixo da blusa. Comecei a agarrar aquelas peitolas, muito boas por sinal, e quando menos percebi estava chupando os bicos dela. O pessoal que passava só faltava bater palmas do lado. Detalhe: percebi que ela estava levemente alcoolizada. Ela perguntou:
- Vamos meter?
- Só se for agora. Calma aí que vou avisar meu camarada.
Falei pra ele do ocorrido e que eu ia comer ela no carro ou arrastar pra algum motel. Não queria ir com ela pro hotel porque estava comendo a recepcionista e não queria queimar meu filme com ela. Meu amigo concordou e falou que ia embora a pé pro hotel com a gordinha, que ficava pertinho e pra eu ficar despreocupado.
O meu desânimo se transformou em luxúria. Fiquei tarado, era como se jogasse um fósforo em um tanque de gasolina. A cavalona conseguiu me acordar. Mal entramos no carro e eu já estava com dois dedos na buceta dela e ela já estava com a blusa totalmente levantada. Rumei a um motel fuleiro e escutava as poucas pessoas que passavam pela rua naquela hora urrarem ao ver tal cena. Tinha perdido totalmente a inibição. Em determinado momento, abri o ziper da calça e falei no ouvido dela:
- Cai de boca...
Ela abaixou e abocanhou a criança. Fiquei alucinado, mas percebi que ela estava imóvel. Perguntei o que tinha acontecido e não obtive resposta. Foi quando percebi que ela tinha dormido. "Que merda" pensei. Daí ela levanta, subitamente, olha pra frente, pro lados, e dá aquela vomitada de vinho. Melou tudo, o painel ficou irreconhecível, minha calça ficou tingida de vinho, e aquele fedor entrou queimando os pelos do meu nariz. Daí ela encostou no banco e dormiu.
A minha primeira idéia foi de meter o pé nas costas da cadela e largar ela desmaiada na rua. Mas o peso na consciência seria foda... Rumei de volta à cidade, bati na porta do quarto do meu amigo, interrompi a foda dele com a gordinha e perguntei aonde a cavala morava. Se não citei antes, a gordinha era prima da cavala. Levei aquela perva maldita até a casa dela e a minha sorte foi que ela meio que despertou. Desovei a quenga e retornei ao hotel. Dei a última olhada no relógio: 04:53 da madruga. Acordei o cara que manobrava os carros e falei: te dou 20 reais se o senhor der uma limpada no carro. Estava sem forças e desanimado ao extremo. Quando abri a porta pro cara ver a situação ele quase vomitou também. Fui dormir.
Acordei pouco mais de uma hora depois, pra mais um dia de trabalho. Estava acabado e queria esquecer o que aconteceu horas antes. Encontrei meu amigo no café da manhã e ele estava com um sorriso de ponta a ponta no rosto. Falou que a gordinha era ninfomaníaca, deu o cú, gozou na boca dela, ela bebeu o leitinho e tudo o mais. Quase soquei a boca dele. Paciência.
O carro permaneceu por mais uma semana fedendo. Foi quando descobri um litro de vômito ressecado no porta-luvas. Limpei e aquele fedor nojento passou. Mas até eu descobrir isto, já tinha até acendido incenso dentro do carro.
O relato foi longo, mas basicamente isto foi uma das coisas mais bizarras que aconteceu comigo e uma garota. Espero que outros foristas contem suas histórias bizarras, com gp's ou não gp's.
Até,

