RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

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RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#1 Mensagem por Kengo » 18 Nov 2010, 14:14

Desmentidos e novos esclarecimentos de fatos ocorridos nas eleições de 2010.

TWITTER - São Paulo, 21 de setembro de 2010

[ external image ]
Soninha Francine - coordenadora de WEB (?) do candidato a presidência José Serra.

Relatórios revelam segredos em dia de colapso no metrô
Da Folha


Paralisação da linha 3-vermelha afetou 150 mil passageiros em setembro
Técnico da manutenção acompanhava viagem devido a problema na cabine; teto de vagão foi usado como rota de fuga

ALENCAR IZIDORO
DE SÃO PAULO

O colapso por mais de duas horas da principal linha do metrô de São Paulo, em setembro, foi antecedido pelo tráfego congestionado nos trilhos, por um problema na cabine do trem e sucedido por falhas de comunicação.
O pânico entre as estações Pedro 2º e Sé naquela manhã de terça, dia 21, foi tanto que passageiros subiram no teto dos vagões para alcançar a passagem de emergência.
As informações, ocultadas em divulgações da estatal, constam de relatórios oficiais e depoimentos de operadores da linha 3-vermelha obtidos pela Folha -expondo bastidores do que pode ter agravado os transtornos.
O Metrô, na época, divulgou que uma blusa presa na porta (incidente confirmado nos relatórios) era a provável origem da paralisação. Não há qualquer indício da sabotagem cogitada pela gestão Alberto Goldman (PSDB).
O saldo do apagão foi de 18 trens danificados e mais de 150 mil pessoas afetadas.

COMUNICAÇÃO

Um dos principais problemas documentados foi a dificuldade dos operadores dos trens em manter contato por radiofrequência com equipes do CCO (Centro de Controle Operacional), que ditavam as ordens na hora do pânico.
O condutor do trem 363, que vinha logo atrás da primeira composição a parar, relatou: "Não consegui comunicar com CCO nenhuma vez", "CCO não me ouvia".
Ele citou também que não sabia se os avisos no sistema de som eram escutados pelos passageiros e decidiu pôr a cabeça para fora da cabine para falar com as pessoas.
O condutor do trem 309, primeiro a parar, relatou comunicação entrecortada com os funcionários do CCO. Os relatórios do metrô revelam ainda que, antes do colapso, o mesmo trem enfrentava problemas em um dos indicadores que balizam a velocidade que pode atingir.
Não há, por enquanto, sinal de que essa falha possa ter interferido na paralisação. Mas por conta dela havia uma condição atípica: um técnico em eletrônica, da manutenção, de 26 anos, acompanhava a viagem.
Foi ele que saiu da cabine, detectou a blusa na porta e tentou empurrá-la para dentro do vagão. O Metrô não diz se ele é treinado para isso.
Pelos depoimentos dos operadores, a parada do trem 309 antes de chegar na estação Sé ocorreu devido ao congestionamento à frente.
Ele parou na altura do X-21 (equipamento da via onde se permite a mudança entre os trilhos) por haver sinal de interferência adiante.
______________________________________________________________________________

Para Metrô, incidentes não foram relevantes

Estatal diz que eventual problema de comunicação não agravou caos
Companhia afirma que divulgou informações que eram importantes sobre a paralisação de setembro na linha 3


DE SÃO PAULO

O Metrô minimiza a relevância dos relatos registrados em documentos técnicos e diz que eles não permitem conclusões definitivas sobre a paralisação na linha 3.
A estatal afirma que "as informações relevantes e diretamente ligadas a essa ocorrência" "foram amplamente divulgadas" e que uma "análise parcial" "com base em trechos de relatórios" pode ficar "fora do contexto".
Segundo a companhia, "eventuais interferências na comunicação" com as equipes do CCO (Centro de Controle Operacional) "não foram determinantes para os seus desdobramentos".
A Folha ouviu de um operador da linha 3 que, logo após a paralisação, a empresa mudou os procedimentos para impedir a parada dos trens entre Pedro 2º e Sé -na altura do equipamento X-21.
Os trens, segundo ele, só saem agora de Pedro 2º se houver previsão, nos picos, de que podem chegar à Sé sem parar no caminho.
O X-21 fica em um trecho em curva onde os trens inclinam para a direita. Por isso, trabalha-se com a hipótese de os corpos dos passageiros de um vagão superlotado terem forçado a porta para esse lado, motivando um sinal de de que ela estava aberta.
A investigação também avalia possível falha no sensor de fechamento de portas.
A estatal não comentou as mudanças entre Pedro 2º e Sé. Só informou que "medidas operacionais são adotadas para minimizar estas ocorrências [parada do trem antes de chegar à plataforma], principalmente em estações mais carregadas".
O Metrô diz que a parada do trem 309 antes de chegar à Sé não é uma "falha".

BLUSA

Em nota, a companhia afirma ter informado na ocasião que "não houve falha técnica" e que a blusa presa na porta "foi a responsável pela perda de indicação de porta fechadas, mas jamais a causa do colapso da linha".
A estatal também diz que "em nenhum momento afirmou que houve sabotagem" -a hipótese foi aventada na época pelo governador Alberto Goldman (PSDB).
Na versão do Metrô, "a presença de técnicos na cabine é um procedimento de rotina para a realização inspeções regulares para monitorar desempenho dos trens".
Ele não comentou a possibilidade de os problemas de oscilação de velocidade terem tido alguma influência.
A estatal afirma que também considerou correta a ação operacional adotada pelos funcionários para verificar a blusa presa na porta.
E, segundo ela, "as passarelas e saídas de emergência estão de acordo com os rigorosos padrões de segurança exigidos para a operação".
______________________________________________________________________________
(ALENCAR IZIDORO)

Fuga começou cinco minutos após trem parar

DE SÃO PAULO

A cronologia da paralisação registrada em relatórios do Metrô informa um intervalo de ao menos cinco minutos entre a parada do trem 309 e os primeiros relatos de passageiros saindo dos vagões.
A investigação policial do incidente depende da conclusão de laudo do IC (Instituto de Criminalística) que tentará apontar as causas da ocorrência.
Ele poderá ser concluído nos próximos dias, segundo a Secretaria da Segurança Pública. (AI)
Faltou a retórica da ex-coordenadora de web.

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srmadruga
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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#2 Mensagem por srmadruga » 18 Nov 2010, 18:17

Na entrevista o Serra disse que foi um vandalo,
que quebrou o disparador de emergencia (aquele plastico com bota de alarme).

Tem algumas noticias antigas sobre a operaçao do Metro
A categoria é contra as mudanças que o governo pretende realizar no sistema e já fez paralisações contra a concessão das novas linhas que estão sendo construídas
Apesar de prejudicado, Toreto evitou reclamar dos metroviários e disse que considera justo o protesto. "É fogo, mas é necessário", resumiu. Também prejudicada, Elizabeth Fancio, concorda com ele. "Não dá para entender como a passagem é tão cara e o sistema apresenta problemas", afirmou.
Com mais de duas horas de atraso em um percurso que costuma levar 20 minutos, ela perdeu uma reunião de pós-graduação na USP em função da paralisação. "Eu tinha laboratório reservado, iria fazer um experimentos. Espero, pelo menos, encontrar meu supervisor", afirmou.
A paralisação foi criticada pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM), que diz que faltou bom senso aos funcionários do Metrô
.

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Carnage
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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#3 Mensagem por Carnage » 21 Nov 2010, 15:25

http://osamigosdopresidentelula.blogspo ... m-dem.html
A raça dele está chegando ao fim: DEM estuda se unir a outras siglas

Em busca da sobrevivência política, partido cogita a possibilidade de fundir-se ao PSDB ou ao PMDB,(de Quércia) hipótese que converteria em aliado um opositor ferrenho ao governo Lula


Partidos que sofreram as maiores derrotas durante as eleições, DEM e PPS enfrentam um truncado jogo de alianças e acordos até o fim do ano para definir uma mudança de curso que recoloque as legendas em uma rota de sobrevivência política. Enquanto os sucessores do antigo PFL estudam a fusão com o PSDB e até um desembarque no PMDB-o que jogaria a legenda na bancada governista -, os socialistas tentam se afastar da imagem conservadora dos atuais aliados para marchar rumo a uma oposição mais branda ao governo federal.

Depois de perder 22 cadeiras na Câmara e seis no Senado como resultado do pleito de outubro, o DEM estuda se unir a outras siglas para manter parte do cacife político. Na oposição desde a primeira eleição do Presidente Lula, em 2002, o partido viu a bancada se reduzir dramaticamente.

Da quase uma centena de deputados federais eleitos em 1998, sobrarão apenas 43 a partir de 1º de fevereiro, data da posse dos novos parlamentares. Diante dos números, os maiores expoentes da legenda estudam a fusão com PSDB ou PMDB. Na prática, isso significa dizer que a sigla poderia tomar um caminho insólito e apoiar o governo petista depois de fazer oposição ferrenha a Lula nos últimos oito anos.

O maior temor do DEM é que uma janela para a troca de partidos seja aprovada pelo Congresso e a bancada se reduza ainda mais com a migração de parlamentares para a base governista.

"Estamos extremamente fragilizados. O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, tem conversado com vários partidos, sempre com um cenário de fusão", revela o deputado federal Guilherme Campos (DEM-SP).De acordo com o parlamentar, o presidente do partido, deputado Rodrigo Maia (RJ), também tem participado dos encontros.

Ao negociar um desembarque na bancada governista, o DEM praticamente implodiria a oposição ao Palácio do Planalto durante o governo de Dilma Rousseff, já que o grupo ficaria reduzido a PSDB, PSol e PPS, que, juntos, detêm apenas 68 dos 513 assentos na Câmara dos Deputados. Por isso, os atuais partidos da bancada governista desconfiam das reais intenções da legenda. Entendem que a negociação aberta seria mais uma forma de pressionar o PSDB a garantir maior espaço nas composições estaduais e municipais. O maior interessado é justamente Kassab, que termina o mandato na Prefeitura de São Pauloem2012 e almeja chegar ao Palácio dos Bandeirantes, que será ocupado por Geraldo Alckmin (PSDB) nos próximos quatro anos.

Musculatura

Se o destino do DEM passa por São Paulo, o PPS tenta formar uma frente com partidos menores para tentar ganhar um mínimo de musculatura no Congresso. A legenda viu reduzir de 22 para 12 o número de deputados na Câmara e tem apenas Itamar Franco (PPS-MG) no Senado. O presidente do partido, Roberto Freire, analisa que o caráter conservador abraçado pelos aliados PSDB e DEM durante as eleições prejudicou em especial o partido, que pretende se inserir em um discurso de centro-esquerda.

"Tivemos erros crassos na campanha que se encerrou, como fazer uma oposição que aplaudia o governo, sem citar a correção necessária de rumos, sem espírito crítico", critica Freire. O partido se aproxima de grupos mais alinhados ao Planalto, como PV e PSol. O próprio Freire admite voltar à bancada governista, de onde saiu depois do escândalo do mensalão em 2005, desde que o Palácio do Planalto altere a atual política econômica.

Devolta aos trabalhos

A Câmara iniciou ontem à noite a votação de medidas provisórias que trancam a pauta. Depois de mais de três meses sem deliberações, os deputados aprovaram a MP que prorroga até o fim de janeiro os contratos do Executivo. Também foi aprovada a medida provisória que altera o Fundo Especial para Calamidade Públicas e o Sistema Nacional de Defesa Civil, para dar mais agilidade às transferências de recursos governamentais em caso de desastres. O Senado também retomou a rotina de votações e, na noite de ontem, aprovou, em primeiro turno, a reforma do Código de Processo Penal. Entre as mudanças, está o fim da prisão especial para pessoas que tenham concluído o ensino superior. A matéria ainda será apreciada em segundo turno.Com informações do Correio Braziliense

http://terramagazine.terra.com.br/inter ... +PMDB.html
DEM rechaça fusão e já espera que Kassab migre para o PMDB

Marcela Rocha


O DEM espera que o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab (DEM), migre para o PMDB antes do fim de seu mandato, em 2012. O democrata, que trabalha por uma fusão entre DEM e PMDB - descartada pela maioria de seu partido -, estreitou as relações com o vice-presidente eleito, Michel Temer (PMDB), nos dias que sucederam as eleições presidenciais.

Lideranças nacionais do DEM garantem ser inviável a fusão entre as siglas e apontam motivos pessoais para a movimentação de Kassab. Agora, tanto o DEM quanto o PSDB pretendem esvaziar a estratégia de fusão. Sem diálogo com o governador eleito de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e sem perspectivas de nova candidatura na aliança PSDB-DEM, Kassab buscaria no PMDB futuro político, ainda segundo seus colegas de partido.

O Democrata foi patrocinado pelo ex-presidenciável José Serra (PSDB) na sua reeleição contra Alckmin em 2008. Com a recente proximidade entre o governador eleito e Serra, tucanos afirmam que dificilmente ele deixaria de dar sustentação a Alckmin numa eventual disputa contra Kassab.

Interlocutores do prefeito apostam numa possível candidatura dele ao governo do Estado. A curto prazo, a preocupação de Kassab é com a sua própria sucessão, dizem democratas. O prefeito prevê uma articulação de Alckmin na prefeitura para eleger um dos seus homens. E o DEM não teria quem apresentar com opção para o posto.

Sem a adesão de seu partido à fusão, restaria a Kassab migrar para o PMDB, base governista. Embora o momento não seja o mais propício para isto, dado o recente fim da campanha presidencial em que ele apoiou a oposição, aliados do prefeito acreditam que ele postergue a decisão para evitar ataques virulentos de seus colegas de partido.

O DEM tem garantido a seus aliados tucanos que Kassab só sensibilizou a senadora Kátia Abreu (TO) e o presidente de honra da sigla, Jorge Bornhausen.

Caso Kassab consiga levar consigo deputados do DEM, a sigla já alertou que pretende cobrar o mandato por infidelidade partidária. Contudo a punição não se estenderia ao prefeito. A medida seria para dar exemplo aos demais parlamentares que quiserem aderir ao governismo. Do contrário, os democratas e tucanos temem uma debandada para a base de sustentação de Dilma.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... va-do-psdb
A culpa da Executiva do PSDB

Do Valor

Por Antonio Carlos Almeida


A derrota precisa ter consequências. É inacreditável a discussão corrente sobre quem é responsável pela terceira derrota consecutiva do PSDB para presidente e a segunda derrota de José Serra. Uns dizem que o responsável é Aécio Neves, outros dizem que não. Só não vê quem não quer: os responsáveis pela derrota são os dirigentes nacionais do PSDB, a executiva nacional do partido. Nada é mais simples do que essa constatação. Foi a direção nacional do partido que decidiu escolher Serra candidato a presidente, foi a mesma direção que decidiu dar carta branca para Serra e seu exército de Brancaleone fazer a campanha como melhor lhe conviessem. O tempo de TV é do partido, mas Serra o utilizou da forma que quis. O responsável por isso foi o partido.

O desempenho eleitoral de Serra foi pífio: ele teve somente 44% dos votos válidos, isto é, apenas 2,4% a mais de votos do que Geraldo Alckmin teve no primeiro turno de 2006 (41,6%). Alckmin disputou a eleição contra Lula, que disputava uma reeleição. No linguajar político tradicional, Serra perdeu para um poste, o poste que Lula resolveu apoiar. Em 2009 foram inúmeras as vezes que Aécio afirmou que estava à disposição do partido para ser candidato. O partido se dobrou a Serra e deixou o ex-governador de São Paulo anunciar a sua candidatura quando considerasse mais adequado.

O desempenho do PSDB em eleição nacional não foi fracassado apenas para presidente. Desde 2002, o partido só perde deputados federais. Em 1998, o PSDB elegeu 99 deputados; em 2002, esse número caiu para 71, continuou caindo nos anos seguintes, foi para 66 deputados federais em 2006 e somente 53 em 2010. Suponho que não seja possível colocar a responsabilidade de mais essa derrota nas costas de Aécio. Porém, o resultado negativo também se aplica ao Senado. A bancada do PSDB em 1998 era de 16 senadores, foi para 14 em 2002, aumentou um pouco em 2006 indo para 15 senadores e agora o PSDB sofreu um revés histórico: tem apenas 10 senadores. Aliás, destes 10, 2 foram eleitos por Minas, ao passo que em São Paulo foi eleito só um senador. Suponho, mais uma vez, que Aécio não possa ser responsabilizado por isso.

O meu sonho, que, lamento de antemão, não será realizado, é ver publicada na próxima semana uma breve carta dos dirigentes nacionais do PSDB assim redigida: "Nós que defendemos a candidatura de Serra em 2010, nós que aprovamos a estratégia eleitoral do PSDB na última eleição estamos vindo a público para reconhecer que fomos derrotados. O desempenho de nosso partido ficou muito aquém do esperado. Diante desse fato, apresentamos aqui a renúncia de nossos cargos de direção partidária. Com isso esperamos que o partido se renove. Desejamos também que outros políticos possam ocupar os nossos lugares e levar o partido a voltar a crescer nas eleições de 2014. Reconhecemos que foi um erro não realizar prévias, assim como também foi um erro dar a legenda novamente para a candidatura Serra. Mais uma vez o partido perdeu a eleição presidencial e viu suas bancadas no Senado e na Câmara ser reduzidas. Desejamos aos futuros dirigentes de nosso partido boa sorte".

Não adianta tapar o sol com a peneira. É assim que acontece em todo lugar: a derrota eleitoral tem consequências. É assim na Alemanha, na França, nos Estados Unidos e em muitos outros países. Existem responsáveis pela derrota. Se aqueles na direção nacional do PSDB que apoiaram a escolha de Serra não fizerem isso, eles deveriam aproveitar o ensejo e mudar o nome do órgão máximo do comando do partido de executiva nacional para oligarquia nacional. Somente a oligarquização de um partido pode explicar a falta de renovação diante de três derrotas nacionais consecutivas.

É preciso mudar de rumo. Para que isso seja feito, é preciso mudar os dirigentes, em particular os dirigentes serristas. Aliás, a derrota e o fracasso no Brasil têm consequências sempre que se trata da iniciativa privada, sempre que se trata das empresas. É justamente por isso que elas sobrevivem. Se o PSDB não se renovar profundamente agora, corre o sério risco de continuar perdendo terreno eleitoral em 2014.

Fico estarrecido quando vejo logo após a eleição vários deputados serristas de carteirinha falando na mídia com enorme desenvoltura, dizendo o que o partido deveria fazer ou deixar de fazer no futuro, como se eles não tivessem nada a ver com a terceira derrota consecutiva. Eles deveriam ter a mesma dignidade que teve Barack Obama no dia seguinte às eleições legislativas dos EUA e irem para a mídia dizer que fracassaram, se equivocaram, tomaram a decisão errada ao escolher Serra e dar a ele carta branca para fazer a campanha eleitoral que fez. Obama é presidente em meio de mandato, eles não são. Assim, deveriam abrir mão de seus cargos de dirigentes partidários e dar a vez para os mais jovens.

Aqueles que quiserem objetar os argumentos acima com o fato de Lula ter disputado e perdido três vezes a eleição presidencial eu contra-argumento afirmando que o PT não tinha outra opção naquelas eleições que não fosse Lula. Agora em 2010 o PSDB pode escolher entre Serra e Aécio. Além disso, nas três eleições em que Lula foi derrotado o PT cresceu na Câmara e no Senado.

Há ainda a objeção de que o PSDB tem agora mais governadores do que tinha há quatro anos. Mais uma vez se trata de uma objeção falaciosa: a direção nacional do partido não tem influência sobre as disputas regionais. Serra e seus dirigentes preferiam que Álvaro Dias tivesse sido o candidato no Paraná, Beto Richa se impôs e venceu (cabe aqui a observação que mesmo depois de o PSDB do Paraná não ter dado a candidatura a governo para Álvaro Dias, mesmo assim Serra o quis como seu candidato a vice). Geraldo Alckmin nunca foi do mesmo grupo político de Serra. Serra preferia ganhar com Kassab, como fez na eleição para prefeito de 2008. Alckmin se impôs e venceu. Em Minas nem se fala: a direção nacional do partido não teve nenhuma influência na estratégia de sucesso de Aécio, que foi coroada com a eleição de Antônio Anastasia com 28 pontos percentuais de vantagem sobre Hélio Costa, sem falar dos dois senadores.

Mudando de partido, duvido que alguém considere que o bom desempenho eleitoral do PSB ao eleger um número recorde de governadores possa ser atribuído à direção nacional do partido. Foi a lógica regional que regeu o sucesso dos governadores do PSB. A lógica partidária no Brasil respeita a lógica da federação, com exceção do PT. A estratégia nacional do PT foi abrir mão de candidaturas aos governos estaduais em troca de eleger senadores. Ao que tudo indica, funcionou. Os senadores eleitos agora serão candidatos ao governo de seu Estado daqui a quatro anos. Não há o que corrigir quando se vence, mas é preciso mudar a rota quando se perde.

Façamos uma caricatura e proponhamos que a direção nacional do PSDB seja a mesma que é hoje em 2014. Além disso, sugiro que Serra seja novamente candidato com o mesmo marqueteiro. Pode ser que assim o PSDB venha a vencer Dilma, Lula e um PT mais forte. Alguns dirão "nem tanto ao mar nem tanto à terra". Ora, mas não vem sendo justamente essa, do nem tanto ao mar nem tanto à terra, a estratégia do PSDB nos últimos anos? Não me consta que ela tenha funcionado. A direção do PSDB não tem se renovado ou tem se renovado de maneira insuficiente. Passadas duas eleições, por exemplo, esta mesma direção que não se renova de forma adequada não se preparou para lidar com o tema das privatizações.

Pode ser que para a executiva nacional do PSDB tenha sido uma surpresa o fato de o PT ter utilizado o tema das privatizações na eleição de 2010. A propósito, vale aqui um aviso baseado no mais tosco senso comum: em 2014 o PT utilizará novamente o tema das privatizações na eleição presidencial. O PT fez isso uma vez no segundo turno de 2002, fez isso a segunda vez no segundo turno de 2006 e agora repetiu a fórmula de sucesso. Onde estavam os dirigentes nacionais do partido que não o prepararam para esse embate? Eles vão dizer que estavam dirigindo o partido. Hei de concordar: dirigindo o partido rumo a mais uma derrota eleitoral.

Lutar é preciso, diriam os militantes de esquerda. Navegar é preciso, diria Ulisses Guimarães. A necessidade depende das circunstâncias. Neste momento, renovar é preciso. É preciso coragem com C maiúsculo ao PSDB. A direção partidária não é patrimônio, em que pese nossa tradição patrimonialista, deste ou daquele dirigente. Aliás, quanto a isso, valeria a pena ver que dirigentes nunca perderam assento nos cargos de direção nos últimos oito anos de derrotas consecutivas. O PSDB precisa mostrar para a sociedade, precisa mostrar para aqueles que se preocupam com o seu destino, que ele não é dominado por uma oligarquia partidária. Precisa mostrar de fato e não ficar simplesmente falando que não é.

Vão se os nomes, ficam as instituições. Vão se os derrotados, ficam os vencedores. Em algum momento o PSDB derrotará o PT. Para tornar isso mais tangível, para antecipar no tempo esse desfecho, seria fundamental que o PSDB fizesse a mais profunda possível renovação em sua direção partidária, uma renovação que eliminasse todos os serristas e desse a direção do partido a políticos jovens alinhados com Aécio Neves e Beto Richa. Não custa repetir, Aécio não é o responsável pela derrota para presidente, para deputados e senadores. O grande responsável pela derrota é a direção nacional do PSDB, que deu a legenda a Serra e não utilizou uma estratégia adequada para enfrentar Lula, Dilma e o PT.

Alberto Carlos Almeida, sociólogo e professor universitário, é autor de "A Cabeça do Brasileiro" e "O Dedo na Ferida: menos Imposto, mais Consumo".

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassi ... temer-2014
5 relevantes razões para a oposição temer 2014
Enviado por luisnassif, ter, 16/11/2010 - 08:57
Por Gunter Zibell


Algo que tem sido comum na imprensa (que repercute em blogs) é os articulistas omitirem a parte das coisas que não interessa imediatamente ao discurso. É necessário juntar as “torcidas” (a maioria dos artigos são demonstrações de torcida, ou não?), tanto de oposição como de situação, para conseguir obter algum contraditório e montar um quadro mais abrangente do cenário. Ultimamente, a torcida para Aécio Neves e PSDB (juntos ou separados) é o que mais aparece... (a meu ver sem muita razão de ser, mas, enfim, liberdade de expressão é isso.)

A C Almeida argumentou, recentemente e convincentemente, em entrevistas à Globo News e portal terra, que o continuísmo em momentos de bom desempenho econômico é quase imbatível. Mas, agora, aparece nas entrelinhas de um artigo, que o PSDB não ter optado por Aécio pode ter sido um erro estratégico. Trata-se, então, quase apenas de já pensar um nome adequado para o futuro? As coisas não são bem assim. O problema do PSDB para 2014 possivelmente não será o nome do candidato, como não foi em 2010.

ém não concordo muito com algumas considerações recentes, de M I Nassif e M Coimbra, em torno do conservadorismo do Centro-sul brasileiro, mas isso é outra estória.

Em 2006 havia assim tanta preocupação com 2010? Sinceramente não lembro, creio que não, mas já que agora há, ao que parece precipitadamente, tanta esperança envolvida para 2014, para os lados da Nova Oposição e/ou oposição atual, porque não enxergar os processos e resultados também sob um ponto de vista governista?

E porque o próprio governo não dissemina o otimismo com o curto prazo como forma até de reforçá-lo e facilitar seu andamento? Se há continuamente discurso pela alternância de poder, que será obviamente reforçado em 2014, não pode haver o contraponto constante pela permanência no poder?

A seguir um levantamento de cinco razões para crer que a oposição não terá vida fácil em 2014. Eu sou governista, o que é muito óbvio (e a maioria das pessoas também é...aguarde-se as primeiras pesquisas de opinião, aquelas depois dos 100 dias...) Mas penso ter retirado possíveis excessos em função disso do raciocínio exposto. E a tendência é mesmo das pessoas terem lado, isso não é grave.

Composições políticas : Aécio talvez pudesse ter obtido os apoios de PMDB e PSB em 2010. Talvez... Mas porque esses partidos prefeririam aliar-se ao PSDB no lugar do PT se este último, além do presidente muito popular, contava com maior preferência do eleitor nas pesquisas para legislativo (como resultado, 60% a mais de deputados e o dobro de senadores eleitos em relação ao PSDB) e ainda cedeu a maioria das posições para governador aos aliados? Aécio também não ganharia só com DEM/PPS/PTB e, para outros partidos, ganhar com Dilma (e Lula) seria (e foi) melhor que ganhar com Aécio e/ou Serra, então não cabe a especulação para o passado.

O que mudará para 2014? Possivelmente pouco. Na ausência de candidatos próprios do PMDB e PSB continuará mais interessante para estes permanecerem aliados ao PT, em função de muitas coisas (programa centrista, relativamente maior flexibilidade na divisão de poder, preferência de 25% - outros partidos chegam a 5 ou 6%.) É possível imaginar PSB, PMDB ou mesmo PV almejarem protagonismo com candidatos próprios, mas é difícil supor que cederiam tal preponderância ao PSDB, principalmente agora que este encolheu tanto no Congresso. Porque o PSDB contaria com tais decisões de terceiros? O que não foi em 2010, porque seria em 2014? Ainda mais se Lula tem apenas 65 anos.

Um programa propositivo de oposição é algo muito difícil de contrapor a um programa de governo concomitantemente centrista e bem-sucedido (razão, talvez, pelo que Serra nem tentou) e um nome com larga experiência executiva não é o suficiente (nem FHC, Lula ou Dilma foram alguma vez governadores, ou seja, isso não é assim tão-tão importante...) Então o PSDB (e qualquer outro) precisa contar, além disso e simultaneamente, com uma fratura na coligação governista e ainda – e principalmente - com erros do governo.

Campanhas & Comunicações : muito se questiona a qualidade da recente campanha de Serra, se houve problemas com isso. Bom, mas quem diz que o resultado seria melhor se a campanha fosse diferente? Na realidade Serra praticamente não cresceu em relação a Alckmin nos estados mais tucanos, do Centro-sul, de eleitorado consolidado.

Então, se cresceu tão expressivamente (de 20 a 30%) no Norte, Nordeste, MG & RJ e manteve o eleitorado anti-governo no demais, em um momento tão propício ao continuísmo e à transferência de popularidade, é porque justamente o promessômetro e/ou a campanha de desconstrução de Dilma deram certo. Só que, após 4 anos de governo Dilma isso não mais dará o mesmo resultado, pois seu nome se tornará progressivamente reconhecido e facilmente defensável na presença de campanhas difamatórias. A melhor chance para a oposição, no período 2002-2014, parece que foi agora.

Na verdade, o desempenho de Serra foi excelente, se levarmos em conta o conjunto de fatores econômico-sociais (tanto pontos positivos do governo FHC, que Lula manteve, como a boa performance em inovações) que o governo reuniu ao longo do tempo. As expectativas eram até de solução no 1º turno. Alguém imagina qual teria sido uma eventual votação de Lula se este pudesse ter se candidatado?

Em todo caso, caberá observar como caminhará a ampliação da banda larga pelo país, o comportamento da mídia e, não menos importante, o que resultará de eventual marco regulatório. É improvável que o PSDB possa contar em 2014 com proteção ainda maior do que agora, no máximo a mesma.

Uma eventual reforma política, com voto em lista ou financiamento público de campanha pode afetar marginalmente os desempenhos das propagandas eleitorais, mas não no sentido de favorecer a atual oposição.

Economia : Em 1986 viveu-se uma situação econômica que levou a onipresente vitória do PMDB. Em 1989 havia a hiperinflação e o gigantismo do Estado como motivações para a mudança; em 1994 e 1998 a estabilização da moeda foi o argumento para a continuidade, mesmo com o modelo econômico posto em dúvida. Já em 2002, a grave situação do desemprego e a dificuldade para lidar com crises internacionais de liquidez determinou a mais visível alternância de poder da Nova República. Em 2006 e em 2010 o sucesso da ampliação dos programas sociais, a melhoria das contas externas e o crescimento do emprego e investimentos levaram a novos continuísmos.

Tendo isso tudo em vista e a relativamente grande importância da economia para a política brasileira (e para a maioria das demais, diga-se), o que se poderia prognosticar para 2014? Basicamente continuísmo, uma vez que todos os ingredientes se repetirão, e pouco espaço para a oposição impor uma agenda. O modelo centrista-desenvolvimentista atual, enquanto for bem sucedido, preserva o governo de um desejo, pela maioria do eleitorado, de alternância de poder, o que não é diferente da história de outras economias ocidentais.

Algumas boas razões para crer em estabilidade econômica (com a correspondente popularidade) no próximo período presidencial:
- Bônus demográfico : o período em que a população em idade ativa passa de 60% do total vai de 2010 a 2040 (segundo projeções), sendo que um auge em torno de 64% vai de 2010 a 2030, ou seja, começamos um período em que haverá oferta de capacidade produtiva;
- Câmbio : trata-se de ponto fraco do atual governo, mas em algum momento uma desvalorização cambial terá que ser feita, para evitar um agravamento da balança comercial. Porém, mesmo que contra a vontade do governo e ainda que indesejável para o controle da inflação, haverá efeitos benéficos : servirá para transformar demanda externa em interna (ou seja, como política anticíclica à eventual crise externa), reduzir as impopulares taxas de juros (mais “politizadas” do que se deveria, mas enfim...) e, finalmente, para aumentar a popularidade do governo nas regiões agro-exportadoras e com pequenas indústrias. A clivagem regional por este viés ficará mais próxima da de 2002, o que favorece ao governo.
- Juros : a redução de juros haverá, e é sempre mais confortável – e popular - reduzi-los do que aumentá-los. Convergindo para taxas internacionais mantêm-se a rolagem da dívida pública (o capital não tem onde se refugiar), que por sua vez não é tão elevada (ao contrário do que dizem setores da imprensa) em comparação com a da maioria dos países, mesmo os emergentes.
- Programas sociais : sua extensão para a faixa mais desfavorecida (hoje ainda não atendida pelo Bolsa-família) tem o potencial de agregar mais consumidores ao mercado interno por alguns anos (ou até uma década) sem pressionar excessivamente as contas públicas ou a demanda. Cabe ao governo vender a idéia de que programas sociais, na realidade, ajudam – e muito - o capitalismo, inclusive com a capacitação de trabalhadores.
- Reforma tributária : talvez o que menos traga expectativas. Possivelmente não haverá grandes reduções da carga tributária total, mas pelo menos, se a economia continuar crescendo há, finalmente, alguma perspectiva de racionalização ou desoneração pontual. Depois de se equacionar a saúde, claro.
- Eventos : Copa do Mundo, Olimpíadas, Trem-bala, transposição do São Francisco, grandes obras ferroviárias, ampliação de aeroportos, país alcançando a posição de 5ª. economia do mundo (o que, em função do câmbio, pode ocorrer em poucos anos). O efeito final talvez venha a ser mais o de sensação de otimismo do que efetiva expansão da taxa potencial de crescimento (que depende muito de educação e ampliação de taxa de investimento), mas politicamente só há benefícios.
- Crescimento econômico em si : mesmo que haja redução nas taxas de crescimento econômico, muito provavelmente estas prosseguirão em linha com as internacionais para países da mesma faixa de renda. E, de qualquer modo, se darão sobre um ponto historicamente elevado de consumo e emprego. É diferente do crescimento em 2004-2006 que precisou primeiro contornar a estagnação anterior (e a sensação resultante de mal-estar.)

Como em 2010 ficou claro que não havia, na oposição, um projeto alternativo de nação para apresentar ao eleitorado, torna-se evidente que o cenário econômico promissor, mesmo sem contar com o pré-sal, por si só já seria o grande motivador para a disputa política que se viu. Mas lutar em 2014 com as mesmas armas, isto é, a oposição pela oposição, não mudará o resultado.

Cabe lembrar que, mesmo na presença de crises econômicas o continuísmo não é de todo descartado : como visto na experiência histórica, nacional ou não, nem sempre a oposição é capaz de oferecer alternativas e muitas vezes, mesmo em uma situação grave, o eleitorado mantêm o governo se este tiver credibilidade.

Governos estaduais : deve-se tomar cuidado com isso de 11 governos obtidos pela oposição, pois apenas em MG esta recebeu mais que 56% dos votos (no caso, 63%.) A oposição festeja controlar os governos estaduais relativos a 54% dos eleitores, o que de fato é um feito expressivo, mas: a) isso foi obtido com apenas 38% dos votos em geral para governador (PSDB+DEM+PPS), e principalmente porque SP tem 22% da população (mas 28% dos votos de Serra/PSDB); b) nos 16 estados onde a oposição não fez governador obteve apenas 20%; c) nos cargos legislativos mal se chegou aos 30%. (Observação: não será mais fácil para a mídia ajudar campanhas para governador que para os demais cargos?)

Pensando em 2014... O governo (contando com a permanência da coligação partidária presente) terá cerca de 35 ministros, 56 senadores (41 dos quais em meio de mandato, o que favorece candidatura) e 16 governadores para reeleger ou fazer sucessor (ou seja, um total hipotético de 107 nomes importantes, fora deputados); a oposição estará com 25 senadores (mas apenas 10 em meio de mandato) e 11 governadores (total 35, e muito menos deputados.)

É improvável, portanto, que a atual oposição aumente o número de governadores em 2014, sendo que correrá riscos na maioria dos que obteve agora por pouca margem de votos. E, por ter ido tão bem na eleição de 1/3 para o Senado em 2006 (quando fez 15 dos 27 cargos em disputa), ainda precisará lutar para manter essa base, o que não será fácil, posto que agora, com 2 vagas por estado, só elegeu 10.

Vale lembrar, citando estados com grande eleitorado : em MG a oposição elegeu 1 governador e 2 senadores de oposição, mas não o presidente; em GO a oposição levou tudo, mas apertado para governador e presidente; em RS, ES e MT apenas a vantagem por pouco na presidência. No PR os dois senadores eleitos foram os governistas. E em SP o PT, a oposição local, teve o melhor desempenho para governador em 1º turno. Há correlação, mas não sincronismo entre o voto para presidente e cargos majoritários estaduais.

Relativização do conservadorismo do eleitorado do Centro-sul : (esta parte é mais longa para descrever...) Muito se fala em torno disso mas há relativamente poucas evidências. Nestas últimas semanas já se falou que na realidade não há uma verdadeira divisão Norte/Sul do Brasil (a estória dos muitos pontinhos vermelhos dentro dos estados azuis...) OK, mas ainda há o que comentar a respeito, posto que pode ainda haver uma divisão interna no grupo que é azul porém nem tanto.

Na verdade, nisso de ganhar em 11 estados, Serra se beneficiou de coincidências favoráveis, pois da vantagem de 3,6 MM de votos obtidas nestes, 3 MM (83%) foi obtida em apenas 3 estados : SP, SC e PR, que são os únicos onde ele teve mais que 150 mil votos de dianteira (Dilma teve mais que 150 mil votos de vantagem em 11 estados.) Houve 6 estados, BA, PE, CE, RJ, MG e MA, onde em qualquer um deles a vantagem de Dilma anularia SP e PI e PB compensam PR e SC respectivamente. Assim, na prática, a base mais contundente de Serra foi em apenas 3 estados.
(E, nesses 11 estados de perfil mais oposicionista, onde 6 governadores serão de oposição, apenas 8 senadores forem eleitos dos 22 possíveis)

Bom, mas nos 11 estados onde Serra (PSDB...) ganhou, teve 54% dos votos válidos (Dilma teve 65% nos 16 estados em que venceu.) Isso significaria um “conservadorismo”, pelo menos para estes estados, a partir do qual se poderia construir uma plataforma para o futuro? Do ponto de vista comportamental/religioso, quase certo que não, pois esses estados concentram a maior parte da classe média nacional, tipicamente menos conservadora nesse aspecto (dos estados com renda acima da média, apenas no RJ e DF Serra perdeu.) No máximo trata-se de estados tão moralmente conservadores como os demais.

Então, seriam estados conservadores do ponto de vista econômico... Mas apenas SP, onde aliás Serra não teve sua maior vitória proporcional, é um pouco menos dependente de investimentos federais e um discurso pela diminuição do papel do Estado não ocorreu em lugar nenhum. Ao contrário, criticou-se em campanha o governo federal por não mandar ainda mais recursos para os estados. Mais provável é o eleitor desses estados ter confiado nele para mudança na política monetária, e nisso Serra é menos conservador que Dilma.

Restaria como explicação, para o sucesso relativo de Serra/PSDB no Centro-sul, que por sua vez não foi maior que o de Alckmin-2006 nos mesmos estados, uma possível divisão interna entre classes sociais, algo como os mais pobres votarem em Dilma e os mais favorecidos em Serra.
Essa hipótese é difícil de comprovar com dados oficiais, além dos que se pode obter cruzando renda média de distritos/municípios vis-a-vis votações, mas provavelmente também não é suficientemente boa. Tanto pelas últimas pesquisas de 30/out (Datafolha e Ibope) como pela boca de urna do Ibope em 31/out, Dilma recebia no mínimo 45% em quaisquer dos recortes supostamente favoráveis a um discurso sócio-econômico conservador : eleitores com nível superior de escolaridade, pessoas com renda acima de 5 s.m., estados com renda per capita acima da média nacional.

E, em pesquisas de popularidade, embora sem atingir os 80% ou mais que Lula obtém no conjunto do país, esses mesmos recortes atribuem 65-70% de ótimo/bom ao governo atual. Há exagero, possivelmente, nisso de pensar em conservadorismo.

Porém, como vimos, ainda no que se convenciona chamar de classes médias, Serra atingiu até 55% (patamar equivalente aos 54% que obteve nos estados mais “classe média” em que teve dianteira.) Para justificar a hipótese de uma onda conservadora e classista a vitória de Serra nesses grupos teria que ter sido significativamente maior (pois também não seriam 5% de eleitores mudando de lado que fariam um estado passar a ser chamado de “progressista”.)

Não há muitas dúvidas de que nos segmentos até 5 s.m. de renda ou nível médio de escolaridade Dilma talvez tenha ganho na maioria dos estados em 2010, mesmo os do Centro-sul. Mas em geral se esquece que em 2002 Lula ganhou em todos os estados (menos AL) e talvez em quase todos os recortes possíveis. Não havia conservadorismo então? Teria ele surgido assim de repente por saudades do neoliberalismo quando este está em baixa no mundo?

Se a hipótese do conservadorismo – sob qualquer prisma - não for sólida, falta explicar porque Dilma (provavelmente) obteve “apenas” 45% dos votos nas classes médias, reduto eleitoral tucano. Isto ajudará tanto governo como oposição a construírem seus discursos para 2014. 45% já é bom resultado para o PT (com ou sem PMDB) em alguns estados, mas porque não os 65-70% de aprovação do governo ou os 65% que obteve nos outros estados, ou ainda os 57% que Lula obteve em 2002 nos estados onde Serra venceu agora? A simples mudança de nome Lula para Dilma não explica, pois a realidade das urnas para os 11 estados considerados (os que Serra venceu em 2010) é a seguinte : em 2006, no 1º turno, Alckmin recebeu 24,5 MM de votos, 53,6% dos possíveis (51,4% no 2º turno.) Em 2010, no 2º turno, Serra obteve 25,4 MM (53,7%) As diferenças no Centro-Sul, entre 2006 e 2010, foram menores que para o país.

É necessário entender, portanto, o que mudou de 2002 para 2006/2010 simultaneamente, pois nomes, programas e governadores apoiando não fizeram a diferença entre 2006 em 2010. E aqui as explicações possíveis são as seguintes: a) uma sensação manipulada de desfavorecimento regional, por os programas sociais terem crescido mais rapidamente nos estados menos desenvolvidos (o que é muito justo, claro, mas de algum modo faltou ao governo transmitir à opinião pública que o Bolsa-família consome apenas 1,3% do orçamento federal e que boa parte disso retorna na forma de IPI/ICMS para os estados produtores mais ricos) ; b) a valorização cambial no período 2004-2006, que continuou até 2010, e que representa, via mecanismos de mercado, alguma transferência de renda dos estados superavitários na produção de alimentos e bens de consumo para os demais; c) a desconstrução da imagem de probidade do PT/PMDB, ora com mensalão, ora com sigilo, Erenice, Sarney & Renan; d) bons desempenhos administrativos de governos estaduais oposicionistas, com transferência de popularidade para o candidato presidencial de oposição, sendo que, no entanto, tais desempenhos prendem-se mais ao sucesso geral da economia e em nenhum caso o Estado voluntariamente diminuiu de tamanho.

Assim, há alguns motivos, aqui e ali, que somados e disseminados ao longo do tempo, impuseram ao PT um decréscimo eleitoral, de 57% em 2002 para 49% em 2006 e 47% em 2010, em um dado conjunto de estados. Mas, tirando os preconceitos que são adicionados (como o temor ao MST), muito pouco disso tudo tem uma substância conservadora clara e mesmo assim parece que esse filão se esgotou.

Pode ser inclusive mais fácil, a partir de agora, o governo construir um discurso positivo, de defesa da importância dos programas sociais e desenvolvimentistas para o capitalismo nacional do que eventualmente a oposição continuar a explorar preconceitos. E, se intensificar o discurso conservador não servir, o que pode ser colocado no lugar?

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#4 Mensagem por PAULOSTORY » 22 Nov 2010, 21:25


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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#5 Mensagem por Dr. Zero » 22 Nov 2010, 21:51

As Aventuras De Raul Seixas na Cidade de Thor
Raul Seixas



Tá rebocado meu compadre
Como os donos do mundo piraram
Eles já são carrascos e vítimas
Do próprio mecanismo que criaram

O monstro SIST é retado
E tá doido pra transar comigo
E sempre que você dorme de touca
Ele fatura em cima do inimigo

A arapuca está armada
E não adianta de fora protestar
Quando se quer entrar
Num buraco de rato
De rato você tem que transar

Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não aguenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo

Hoje a gente já nem sabe
De que lado estão certos cabeludos
Tipo estereotipado
Se é da direita ou dá traseira
Não se sabe mais lá de que lado

Eu que sou vivo pra cachorro
No que eu estou longe eu tô perto
Se eu não estiver com Deus, meu filho
Eu estou sempre aqui com o olho aberto

A civilização se tornou complicada
Que ficou tão frágil como um computador
Que se uma criança descobrir
O calcanhar de Aquiles
Com um só palito pára o motor
(*)

Tem gente que passa a vida inteira
Travando a inútil luta com os galhos
Sem saber que é lá no tronco
Que está o coringa do baralho

Quando eu compus fiz Ouro de Tolo
Uns imbecis me chamaram de profeta do apocalipse
Mas eles só vão entender o que eu falei
No esperado dia do eclipse

Acredite que eu não tenho nada a ver
Com a linha evolutiva da Música Popular Brasileira
A única linha que eu conheça
É a linha de empinar uma bandeira

Eu já passei por todas as religiões
Filosofias, políticas e lutas
Aos 11 anos de idade eu já desconfiava
Da verdade absoluta

Raul Seixas e Raulzito
Sempre foram o mesmo homem
Mas pra aprender o jogo dos ratos
Transou com Deus e com o lobisomem

(*) eis um recado pra Soninha Francine sobre o Metrô — se uma blusa é capaz de causar pane no sistema, então ele está totalmente bichado

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#6 Mensagem por VErmEEr » 22 Nov 2010, 21:58

SALVANDO O TÓPICO

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#7 Mensagem por Dr. Zero » 22 Nov 2010, 22:08

Vermeer escreveu:SALVANDO O TÓPICO

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é isso aí... precisamos de mais Bakunin e menos Kerenski, Lênin ou Trótski

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#8 Mensagem por Kengo » 24 Nov 2010, 10:32


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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#9 Mensagem por Dragão88 » 24 Nov 2010, 10:45


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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#10 Mensagem por Kengo » 26 Nov 2010, 14:36

RESCALDO DAS ELEIÇÕES
A nova posição de José Serra sobre a CPMF

Painel da FALHA DE SÃO PAULO:

Durante reunião com tucanos e outros aliados ontem no Congresso, o ex-governador José Serra (PSDB) fez um "mea culpa" a respeito de sua posição em defesa da CPMF, quando da derrubada do imposto, em dezembro de 2007, informa o "Painel" da Folha, editado por Renata Lo Prete
"Eu errei", afirmou o candidato derrotado ao Planalto, reconhecendo que isso o colocou em choque com lideranças do partido, em especial no Senado.

A visita-surpresa foi entendida como primeiro passo do ex-governador de São Paulo para tentar ocupar a presidência do PSDB a partir de 2011.

O caminho, porém, não será tranquilo. Há forte oposição interna à ideia de lhe dar novamente o comando da sigla.

Na visita, ele também rebateu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva que cobrou um pedido de desculpas do tucano pelo episódio da "bolinha de papel" durante a campanha presidencial.

Serra disse que Lula está em campanha para 2014 ao "mentir" uma vez que foi de fato atingido por um objeto durante visita ao Rio de Janeiro --além de uma bolinha de papel.

"Ele continua fazendo campanha, talvez já tenha começado sua campanha para 2014, e dizendo mentiras inclusive muito pouco apropriadas para a figura de um presidente da República", afirmou.

Em duros ataques a Lula, Serra disse que o petista vai deixar uma "herança bastante adversa" para sua sucessora Dilma Rousseff (PT) com problemas na economia do país.

"Está deixando um grande nó para o próximo governo, um nó de difícil solução que vai custar muito caro ao país: déficit público maquiado, inflação ascendente, o maior déficit de balanço de pagamentos da nossa história, câmbio supervalorizado com o crescimento descontrolado das importações."
Esse é o método José Serra de agir.
Já que não conseguiu ser eleito, volta a defender a derrubada da CPMF.
Se viesse a se-lo necessitaria da CPMF, como não o foi, volta a defender a posição de extinção do imposto que já não existe mais.
Acusa o presidente de estar em campanha para 2014... rsrsrsrsrs quando na verade a única campanha em andamento é para a presidência nacional do PSDB rsrsrsrsrs
Pura coincidência ele estar em Brasília.
Assim como foi por um lapso que não mencionou Aécio Neves em seu discurso de derrota...
Aliás, é o primeiro discurso de derrota que vejo... rsrsrsrsrsrs
Esse é o método José Serra de agir:
Dossiês? Todos fazem contra mim!
Campanhas difamatórias? Todos fazem contra mim!
Violência criminal? Isso só existe fora do estado de São Paulo, estado que meu partido governa há 16 anos!
E os repórteres da Falha sempre lhe dando destaque...

Faz bem o presidente dar preferência a blogueiros sujos... como diria José Serra.
É o único jeito de findar com esse monopólio de comunicação que existe em nosso país.
Em nosso país cinco ou seis famílias decidem o que 180 MILHÕES vão ler, ouvir e ou assistir...
Ou seja:
6 decidem por 180.000.000.

Mas já não é mais assim...
E nunca mais voltará a ser.

Acabou, meu senhores.

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roladoce
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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#11 Mensagem por roladoce » 27 Nov 2010, 20:09

Mensalão do DEM completa um ano
sem punições aos envolvidos

O escândalo do mensalão do DEM, que culminou no afastamento do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda, completa um ano neste sábado (27) com um presente nada agradável. Na sexta-feira (26), a Câmara Legislativa do Distrito Federal livrou de uma investigação mais detalhada cinco deputados distritais citados em gravações da Operação Caixa de Pandora.

A decisão vai no mesmo sentido do relatório final da CPI da Codeplan, mais conhecida como CPI da Corrupção, que pede o indiciamento de 22 pessoas, entre elas Arruda e o ex-governador Joaquim Roriz (PSC). O relatório, aprovado em agosto, foi encaminhado ao Ministério Público, mas até hoje não resultou em qualquer acusação.

O documento lista 17 crimes, entre eles: formação de quadrilha, peculato, emprego irregular de verba pública, corrupções passiva e ativa, tráfico de influência e lavagem e ocultação de bens. O texto pede ainda aprofundamento de investigações sobre 36 empresas que mantiveram contratos com o GDF (Governo do Distrito Federal) entre 1999 e 2010.

Confira também

* Arruda mantém rotina caseira


* DF elege quatro envolvidos com mensalão


* Governo "tampão" não cumpre promessas

O relatório calcula que o GDF gastou, entre 2000 e 2010, R$ 4,2 bilhões com contratos que envolvem empresas suspeitas de integrar o esquema do mensalão. Porém, não soube precisar quanto foi de fato desviado. No documento, a despesa é classificada como “Orçamento da Caixa de Pandora”.

Vídeos

A derrocada de Arruda começou quando foi divulgado um vídeo, de 2006, no qual o ex-governador aparece recebendo R$ 50 mil, em notas de R$ 100, das mãos do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, delator do esquema. Arruda se defendeu afirmando que o dinheiro seria para comprar panetones, que seriam distribuídos para pessoas carentes do DF.

Nos outros 30 vídeos gravados por Durval, com autorização da Justiça e auxílio da Polícia Federal, o ex-secretário aparece, a mando de Arruda, providenciando a entrega de um suposto mensalão aos deputados Leonardo Prudente (DEM), ex-presidente da Câmara Legislativa, Eurides Brito (PMDB), Junior Brunelli (PSC), Odilon Aires (PMDB) e Benício Tavares (PMDB), além do chefe de gabinete do ex-governador, kkkkkkkkk Simão, todos com R$ 30 mil.

A partir de então, o que se viu foi o esfacelamento do governo. Para não ser expulso do DEM, seu partido até então, Arruda pediu sua desfiliação. A situação, no entanto, ficou ainda mais insustentável. Diversas testemunhas relataram que foram procuradas por pessoas ligadas ao ex-governador. Dessa forma, em fevereiro deste ano, o STJ (Superior Tribunal de Justiça) pediu a prisão preventiva de Arruda, que passou 40 dias na carceragem da Polícia Federal, em Brasília.

Com a prisão de Arruda, o então vice-governador Paulo Octávio assumiu o governo. Enquanto isso, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou o mandato do ex-governador por infidelidade partidária. Paulo Octávio, no entanto, durou apenas 12 dias no cargo, uma vez que seu nome também estava envolvido nas denúncias.

Paulo Octávio foi substituído pelo presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR) que foi obrigado a convocar eleições indiretas. Em abril, a apenas dois dias do aniversário de 50 anos da capital, o advogado Rogério Rosso foi eleito governador para um mandato tampão que vai até o dia 1º de janeiro, quando assumirá o petista Agnelo Queiroz, eleito no segundo turno das eleições em uma disputa contra Weslian Roriz, mulher de Joaquim Roriz.

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#12 Mensagem por Kengo » 16 Dez 2010, 16:26

RESCALDO DAS ELEIÇÕES
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A imagem acima foi extraida do vídeo de 11/10/2010 do programa eleitoral da campanha de José Serra a presidência.

Aos 2:55min José Serra afirma que não irá fazer privatização alguma.

Para conferir, clique na imagem, ou aqui


Agora o Wikileaks demonstra que não é bem assim...

Reportagem da Falha de São Paulo publica o que o Wikileaks divulgou ao mundo.

Em telegrama da embaixada americana, José Serra promete à Patricia Pradal,
diretora de Desenvolvimento de Negócios e Relações com o Governo da petroleira norte-americana Chevron, que se a regra do pré-sal fosse aprovada, uma vez eleito ele a alteraria...

Alguns trechos do telegrama divulgados pelo Wikileaks:

"Deixa esses caras [do PT] fazerem o que eles quiserem. As rodadas de licitações não vão acontecer, e aí nós vamos mostrar a todos que o modelo antigo funcionava... E nós mudaremos de volta"
"Vocês vão e voltam"
Lógico que agora ele diz que isso não faz sentido, não é o "estilo" dele....

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#13 Mensagem por DR ABDELMASSIH FARAH » 16 Dez 2010, 21:14

caro forista..
eu não votei no 45, primeiro turno..
mas aproveitando a deixa..
nem vou postar o que o 13 prometeu antes das eleições..
e as mentiras..que antes de assumir já estão mudando e noticiando
que vai travar este forum..

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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#14 Mensagem por Kengo » 17 Dez 2010, 17:24

DR ABDELMASSIH FARAH escreveu:caro forista..
eu não votei no 45, primeiro turno..
mas aproveitando a deixa..
nem vou postar o que o 13 prometeu antes das eleições..
e as mentiras..que antes de assumir já estão mudando e noticiando
que vai travar este forum..
????????????????????????????

Dr. Farah,

Não tenho ligação com nenhum partido, tampouco admiração!

Não precisa me convencer de que não é ligado a partido algum para criticar a, b ou c.Vou crer que suas criticas são isentas e idôneas do mesmo jeito.

Mas não vejo por que disfarçar desprezo por políticos retrógrados.

José Serra é retrógrado.

Na penúltima eleição ele bateu o pé com Geraldo Alckimin, concorreu e perdeu.
Na última, bateu o pé com o Aécio para concorrer, concorreu e perdeu novamente.
Mais do que perder é o que se deixa.

José Serra deixou claro o quanto é desagregador.

Isso Dr Farah eu não acho... é fato...

Assim como é fato de que o PSDB está administrando SP há 16 anos e a cracolândia ainda continua lá.
Assim como os pontos de alagamentos em SP continuam nos mesmos lugares...
Assim como nossa educação é péssima...
Assim como em 16 anos se construiu 1 km de metrô ao ano.
Não tenho por que falar de um partido que não governa meu estado... tenho sim, que apontar os erros de quem erra em meu quintal...

Mas aproveitando a deixa...

Este tópico é justamente sobre os rescaldos das eleições.

Eu o criei para contrapor o que foi dito durante a campanha e o que se faz depois dela.

Adoraria saber o que o 13 prometeu e que já não cumpriu, visto que a eleita começará a governar somente em 1 de janeiro próximo.... rsrsrsrs

Enriqueça este tópico com as mentiras que foram ditas e que já estão sendo mudadas e noticiadas!

Do 13, é claro...

Só o peço que o faça, Dr Farah, com embasamento, deixe o preconceito morrer com José Serra.

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DR ABDELMASSIH FARAH
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Re: RESCALDO DAS ELEIÇÕES DE 2010

#15 Mensagem por DR ABDELMASSIH FARAH » 17 Dez 2010, 22:39

caro Kengo..
vc diz que é apartidário..
mas só coloca noticias contra 45..??
vou citar , as pesquisas , td comprada..p/ eleger o 13
panamericano,rombo descobriram em julho, pq divulgaram em nov-depois das eleições..
e abafaram com $$$ do governo..se não quebraria o sistema financeiro..
so p/ ter 1 idéia os EUA quebraram [crise] c/ valores menores do Panamericano[2 bilhões]
vc citou sobre CPMF..so exemplificando..
quem derrubou este imposto , foi a oposição
quem fala em voltar é a situação..que diz que a saude está 1 caos[sabe pq, p/ acharcarem o $$$]
na propaganda não falaram..
sabe qtos ministérios tem neste governo do 13.. [37]
quem paga nós ..povão ..imposto..
quer criar +, a presidenta..
ministério da Pesca??micro empresa??
pais de primeiro mundo.. ñ tem 10
pq a 13 quer criar +, para abrigar os aliados, companheiros e afins..
aumento de salário..78% quem insuflou ..a 13!!p/ aumentar o dela, e ministros, cascata..o aumento
td antes de assumir..
José Dirceu voltou..na propaganda nem citaram..quem é ex terror..matava,roubava,assaltava..
continuou roubando, no gabinete,[planalto] mensalão e o 13 não sabia de nada..
aero Dilma..500 milhões..
pais de primeiro mundo p/ eles
SAUDE,EDUCAÇÃO,SEGURANÇA, 1 bosta..
estrada, circo dos horrores..
federais, as estradas.. e vc cita alagamentos??
o Tiete alaga?? não..
vc alguma vez\ comprou remedio, antes do generico..
é 1 patifaria..td caro, monopolio..e agora generico..
pela metade ou 1/4 do $$$, quem fez??
s/ ser médico..45
a inflação controlada..quem fez , 45..está voltando..vão chamar o FHC.. de nv..
pq o 13 não vai conseguir.. c/ Sarney,Maluf,Genoino,Marta,Suplicy,Mercadante,Mentor,Collor,etc..
chega não vou + discutir isto é mto estressante..
Lulla , pop star..
o cara, tonto, so fala besteira..temos varios presidentes que falam varias linguas..este ñ sabe nem falar o portugues correto!!
era do povo, depois que assumiu, virou burgues..
terno Ricardo Almeida, e aqueles que ganham salario minimo..não aumenta..
ñ tem $$$, para mensalão tem..
veja bem , a saude no Brasil é tão boa, pq os politicos veem td p/ sampa se tratar..exames,avião,meidcos,hospitais,..etc..
quem paga..
???
vc...

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